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23 Setembro 2016

Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira uma série de mudanças no ensino médio brasileiro que devem, efetivamente, começar a entrar em funcionamento no país a partir de 2018, depois de serem debatidas no Congresso Nacional.

Confira abaixo o que pode mudar:

A reportagem é de Afonso Benites, publicada por El País, 22-09-2016.

Flexibilidade de currículo

Atualmente os alunos brasileiros são obrigados a estudar durante três anos 13 disciplinas – português, matemática, química, física, história, geografia, biologia, educação física, filosofia, sociologia, artes, espanhol e uma segunda língua estrangeira. A partir da implementação do programa, essas 13 matérias serão obrigatórias pelo prazo de um ano e meio. Depois, disso, os jovens escolhem os conhecimentos específicos de cinco áreas: ciências humanas, ciências da natureza, linguagens, matemática e formação técnica profissional. Português e matemática seguem obrigatórias durante todo o ensino médio. Um exemplo, quem decidir por linguagens estudará, na segunda etapa, matérias como linguagem de programação, línguas estrangeiras, artes, entre outras.

Ampliação da carga horária para o tempo integral

A carga horária anual saltará de 800 horas aula por ano, o que equivale a cinco horas de aula por dia, para 1.400 horas aula por ano, ou sete horas aula por dia. Essa ampliação será gradual até o ano de 2024, segundo previsto no Plano Nacional de Educação. A expectativa é que a metade dos alunos de ensino médio do país e um quatro do ensino fundamental estejam entre os atingidos por essas mudanças. Para incentivar que os Estados participem dessa proposta, o Ministério da Educação pagará 2.000 reais por aluno por ano que for inscrito no ensino integral. Isso, desde que atenda ao menos 400 estudantes por escola. A expectativa é que meio milhão de jovens passem a estar integralmente na escola.

Formação técnica

Na maioria das escolas técnicas hoje, os alunos fazem os três anos de ensino médio para, só depois, entrarem no ensino técnico pelo período de um ano e um ano e meio. Com as novas regras, ao final de um ano e meio, ele já poderá optar pelo ensino técnico. Assim, no período de três anos, ao invés de quatro e meio, o jovem já teria capacidade de ingressar no mercado de trabalho com uma formação específica. As aulas, segundo o ministério da Educação, terão de ser teóricas e práticas. Com o diploma os jovens também poderão concorrer a vagas em universidades ou em cursos tecnológicos.

Créditos no ensino superior

Depois que o Conselho Nacional de Educação normatizar a questão, os créditos do ensino médio poderão ser aproveitados no superior. Ou seja, depois de ingressar na universidade, o aluno não precisará cursar disciplinas que envolvem conhecimentos que ele já obteve na etapa anterior de ensino.

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