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Por: André | 08 Julho 2016

Quatro meses e cinco dias após o assassinato da líder Berta Cáceres, é assassinada sua companheira Lesbia Yaneth Urquía, que, aos 49 anos, se destacava na defesa dos direitos ambientais e das comunidades indígenas hondurenhas. A ativista foi encontrada por seus familiares na tarde da última quarta-feira no município de Marcala, após estar várias horas desaparecida.

 
Fonte: http://bit.ly/29m9G5l  

A reportagem é publicada por Contagio Radio, 07-07-2016. A tradução é de André Langer.

O assassinato ocorre no contexto das reuniões realizadas no município para a aprovação do projeto de lei que regulamenta a Consulta Prévia, Livre e Informada à qual têm direito os povos originários, amparados no convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com as primeiras informações, a líder apresentou um quadro de trauma cranioencefálico, produzido por objeto cortante. Também há versões que indicam que Lesbia morreu com vários tiros. No entanto, o cadáver já está no Instituto Médico Legal para a autópsia, que deverá esclarecer as causas da sua morte.

Lesbia integrava o Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) desde 2009, quando as comunidades protestavam contra o golpe de Estado. Ela também esteve muito ativa nas mobilizações de protesto contra a construção da hidrelétrica Aurora I, no município de San José.

De acordo com o COPINH, este assassinato é “um feminicídio político que tem a intenção de calar as vozes das mulheres que, com coragem e valentia, defendem seus direitos contra o sistema patriarcal, racista e capitalista, que cada vez mais se aproxima da destruição de nosso planeta”.

 
Fonte: http://bit.ly/29m9gfm  

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