'Eleito' pelo PT, Temer prepara governo 'tucano'

Revista ihu on-line

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Mais Lidos

  • Deveríamos chamar os padres de ''padres''?

    LER MAIS
  • ''Há um plano para forçar Bergoglio a renunciar', denuncia Arturo Sosa

    LER MAIS
  • “Este Sínodo, em sua profecia, é fiel aos gritos dos pobres e da irmã Mãe Terra”. Entrevista com Mauricio López

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

Por: Cesar Sanson | 02 Maio 2016

O Brasil prepara-se para um paradoxo. Se Dilma Rousseff for afastada do cargo pelo Senado nos próximos dias, como é provável, o vice Michel Temer assume a Presidência. Eleito em uma chapa liderada pelo PT, o peemedebista tem planos econômicos e sociais opostos àqueles que levaram à vitória de Dilma na eleição de 2014.

A reportagem é de Andre Barrocal e publicada por CartaCapital, 30-04-2016.

Para o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o descompasso entre as urnas e a agenda Temer é motivo de “ilegitimidade” do futuro governo. “O voto foi na cabeça de chapa, na Dilma, um voto petista. No fundo, foi um voto no Lula. É um elemento importante de ilegitmidade de um governo Temer.”

Deste ponto de vista, diz, Temer é mesmo um “traidor”, como tacham os petistas. Se parte dos eleitores de Dilma frustrou-se com a guinada conservadora dela, há razão para reclamação igual com Temer. “Se existe cobrança quanto ao que se chama de fraude eleitoral, com essa agenda do Temer isso também se aplica, ainda que ele não tenha vocalizado suas ideias na campanha.”

Alguns exemplos da agenda neoliberal de Temer que em nada se parecem com as propostas de Lula e do PT puderam ser vistos no noticiário recente.

Xodó lulista, o Bolsa Família excluirá pessoas. Foi o que disse o economista Ricardo Paes de Barros, um dos formuladores de agenda Temer, conforme entrevista publicada na segunda-feira 25 no Estado de S. Paulo. Para ele, o “Bolsa Família está inchado” e, quando enxuto, “tem gente que vai sofrer”.

O Pronatec, programa de qualificação profissional de desempregados criado no governo Dilma, também é candidato a encolher. Para Paes de Barros, o Pronatec “qualifica o desempregado de maneira cega”.

A Previdência deverá ser reformada para instituir-se idade mínima de 65 anos às aposentadorias. Revelação feita por Roberto Brant, ministro da área no governo Fernando Henrique (1995-2002) e colaborador da “agenda Temer”, ao Globo da quinta-feira 28.

Dilma preparava a mesma reforma, contra a posição de Lula e de movimentos sociais que ajudaram a reelegê-la.

Na área da infra-estrutura, o vice-presidente planeja privatizar “tudo o que for possível”.

A agenda de Temer assemelha-se à do senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado por Dilma em 2014. Mais uma razão para ele ser tratado de “traidor” no PT. E para o ministro petista Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, defender nova eleição, caso o Senado casse Dilma em definitivo. “Com um vice conspirador e golpista, não haverá pacificação.”

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

'Eleito' pelo PT, Temer prepara governo 'tucano' - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV