Viver da sua presença

Mais Lidos

  • A III Guerra pode ter começado esta semana. Artigo de Michael Hudson

    LER MAIS
  • Contra a guerra injusta e injustificada com o Irã. Editorial da revista jesuíta America

    LER MAIS
  • RS registra 80 feminicídios em 2025; maioria das vítimas foi morta dentro de casa

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Abril 2015

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de João capítulo 20, 19-31, que corresponde ao Segundo Domingo da Páscoa ciclo B do Ano Litúrgico. 

O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o comentário.

 
 Fonte: http://bit.ly/1Ct4PS8

O relato de João não pode ser mais sugestivo e interpelador. Só quando vem a Jesus ressuscitado no meio deles, o grupo de discípulos se transforma. Recuperam a paz, desaparecem os seus medos, enchem-se de uma alegria desconhecida, sentem o alento de Jesus sobre eles e abrem as portas, porque se sentem enviados a viver a mesma missão que Ele havia recebido do Pai.

A crise atual da Igreja, os seus medos e a sua falta de vigor espiritual têm a sua origem a um nível profundo. Com frequência, a ideia da ressurreição de Jesus e da sua presença no meio de nós é mais uma doutrina pensada e predicada, que uma experiência vivida.

Cristo ressuscitado está no centro da Igreja, mas a sua presença viva não está arraigada em nós, não está incorporada na substância das nossas comunidades, não nutre habitualmente os nossos projetos. Após vinte séculos de cristianismo, Jesus não é conhecido nem compreendido na Sua originalidade. Não é amado nem seguido como foi pelos Seus discípulos e discípulas.

Nota-se de seguida quando um grupo ou uma comunidade cristã se sente como habitada por essa presença invisível, mas real e ativa de Cristo ressuscitado. Não se contentam em seguir rotineiramente as diretrizes que regulam a vida eclesial. Possuem uma sensibilidade especial para escutar, buscar, recordar e aplicar o Evangelho de Jesus. São os espaços mais sãos e vivos da Igreja.

Nada nem ninguém nos podem aportar hoje a força, a alegria e a criatividade que necessitamos para enfrentarmos uma crise sem precedentes, como pode fazê-lo a presença viva de Cristo ressuscitado. Privados do Seu vigor espiritual, nós não sairemos da nossa passividade quase inata, continuaremos com as portas fechadas ao mundo moderno, seguiremos fazendo “o mandado”, sem alegria nem convicção. Onde encontraremos a força que necessitamos para recriar e reformar a Igreja?