O capitalismo global e a OTAN articulam o controle do petróleo da América do Sul

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Por: André | 25 Março 2015

Do nascer ao pôr do sol o capitalismo controla a sua vida, e sua consciência é dominada por este sistema de organização social, econômica, política e cultural denominado de capitalismo.

A reportagem é de Marcos Ríos Guerra e publicada por Agência Matriz del Sur, 22-03-2015. A tradução é de André Langer.

A natureza deste mecanismo de biopoder está destruindo a vida de centenas de milhares de seres humanos que, por causa deste esquema de vida, não podem satisfazer suas necessidades básicas para o desenvolvimento de suas vidas, são assassinados, mortos por doenças ou simplesmente escravizados.

Os mecanismos de reprodução e manutenção do perverso sistema de controle e dominação são propagandeados e promovidos mediante os meios de comunicação, que são os porta-vozes dos conglomerados transnacionais proprietários dos meios do capital e da produção que se apropriam dos lucros gerados pelo trabalho e do conhecimento incorporado como tecnologia, explorando as classes baixas e médias da população mundial: na primeira vez, quando pagam salários ou pensões baixas e, outra vez, quando lhes vendem no mercado os produtos que os próprios trabalhadores produzem de forma barata, mas devem comprar caros.

Assim vai se formando uma estrutura de dependência material e psicológica que envolve a totalidade da população mundial colonizada culturalmente mediante criações imaginárias dos canais de TV, rádios, jornais, internet e filmes.

O desejo de consumir mantém a consciência bloqueada, pois mantém a psique travada com a finalidade de satisfazer novas necessidades materiais incrustadas como desejos mediante mecanismos neurológicos transmitidos diariamente pela propaganda visual.

A educação, à qual a maior parte da população tem acesso, forma os quadros empresariais que lideram os centros de poder global e seus satélites bancários, alimentares, petroleiros, farmacêuticos, de segurança, militares e estatais que mantêm as condições do regime capitalista em “estado contínuo” de funcionamento.

As forças concentradas do capital estão pressionando os países que possuem em seus territórios o principal combustível que garante a produtividade diária da maquinaria imperialista – o petróleo – e invadiram o Iraque e a Líbia, controlam a Arábia, Iêmen, Nigéria, Emirados Árabes e pretendem controlar as reservas da Venezuela, Brasil, Argentina, Equador e Bolívia.

O desafio é conseguir que os dirigentes denunciem estas ações de apropriação de energia que o sistema capitalista começou a articular diante do avanço da China e da Rússia, que competem pelo controle dessas mesmas fontes de energia que os Estados Unidos e seus aliados da OTAN não estão dispostos a renunciar.