Manifestantes impedem passagem de carros para canteiro de Belo Monte

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15 Janeiro 2015

Protesto pede cumprimento de compensações por construção de usina. Norte Energia diz que atende ao Plano Básico Ambiental.

Cerca de 40 índios e ribeirinhos mantêm o bloqueio na rodovia Transamazônica há 27 km de Altamira, sudeste do Pará. O protesto começou no último sábado (10), e impede a entrada de veículos da Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação de Belo Monte, ao sítio de construção da usina, que está sendo realizada no município vizinho de Vitória do Xingu.

A reportagem foi publicada pelo portal G1, 13-01-2014.

Carros particulares e veículos como ambulâncias têm passagem autorizada pelos manifestantes – apenas os carros de empresas envolvidas na construção da hidrelétrica não podem passar. A liberação da via está sendo negociada pela Casa de Governo de Altamira.

Os manifestantes pedem agilidade no cumprimento do Plano Básico Ambiental, que envolve um conjunto de condições que devem ser cumpridas pela Norte Energia, empresa responsável pelo empreendimento, como contrapartida para a comunidade.

O PBA é um dos requisitos legais para a concessão da licença de construção da usina. Entre as principais cláusulas do plano estão construção de casas para índios que moram na cidadem, melhorias na infraestrutura das aldeias, construção de postos de saúde e pagamento de indenizações para pescadores que podem ter sua atividade prejudicada pela barragem. De acordo com a Norte Energia, a empresa cumpre o PBA e tem, inclusive, um comitê de acompanhamento do Plano composto por representantes dos índios.

Dois ônibus de empresas que prestam serviços para o Consórcio Construtor Belo Monte, responsável pelo trabalho de engenharia civil no canteiro, foram incendiados no domingo (11). Ninguém ficou ferido.

Segundo a Norte Energia, as obras de construção da usina não estão sendo afetadas pelo bloqueio da rodovia porque os operários que dormem nos alojamentos dos canteiros em Vitória do Xingu conseguem trabalhar de forma normal, independente da situação da Transamazônica.