''Se vier pessoalmente, eu dou um desconto'': as tarifas dos párocos

Mais Lidos

  • De Rerum Novarum a Leão XIV: não era o vapor, mas a ética; não são os dados, mas a dignidade. O que vale não é mensurável. Artigo de Paolo Benanti

    LER MAIS
  • Deus Trindade: circularidade-encontro-amor. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • Juventude e novas direitas, para além dos estereótipos e dos extremos. Entrevista com Beatriz Besen

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

25 Novembro 2014

Não é lucro. É a necessidade de cobrir as despesas. A luz, o aquecimento, o imposto sobre a coleta do lixo, o seguro, o salário dos sacristães. Saídas de algum modo previsíveis na conta econômica das igrejas, enquanto as entradas – ouvindo as vozes oficiais – seriam totalmente incertas.

A reportagem é de Elisabetta Andreis, publicada no jornal Corriere della Sera, 24-11-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Indicação de "oferta razoável" ou mesmo de um tarifário para as celebrações? Padres e párocos de todas as partes de Milão, da periferia ao centro, de forma oficial, dizem-se de acordo com a advertência do Papa Francisco, que, na sexta-feira passada, em Santa Marta, proferira palavras de condenação à lista dos preços indicada por algumas paróquias para casamentos, batizados, intenções.

Nenhum tarifário, nem mesmo indicativo, absolutamente "não" às determinações de preço a priori e nenhum julgamento: chegam (se é que chegam) apenas ofertas livres em envelopes fechados e anônimos. Dizem.

"Impôr custos fixos é cometer um grave abuso, escandaloso. Na diocese de Milão, a maior do mundo, isso não acontece em nenhum lugar há 20 anos. Desafio qualquer um a encontrar exemplos contrários", afirma o padre Davide Milani, porta-voz da diocese.

Mas, basta alguns telefonemas aqui e ali para perceber que, informalmente, alguns conselhos sobre valores são dados.

Paróquia Madonna dei Poveri, na região das Forças Armadas: "Para o sufrágio em memória de um falecido, o dom é de 10 euros por missa. A memória mensal por um ano custaria 120".

Santuário de Santa Rita de Cássia, em Famagusta: mesma indicação, mas "venha pessoalmente, é possível dar um desconto".

Sacristia da catedral: "Em geral, são 15 euros".

San Lorenzo Maggiore: "Bem, no mínimo 20".

Batismo em Santa Maria alla Fontana: "Para o aluguel da salinha, muitos dão 100 euros e, para a celebração, 50 está bom".

E depois: concerto beneficente em Corso Garibaldi? Santa Maria Incoronata acolhe gratuitamente, mas em San Simpliciano pediram até 1.000 euros. É pecado?

A questão deve ser colocada em termos diferentes, ouvindo aqueles que vivem pela e na Igreja. "Os fiéis têm o dever de apoiar a sua comunidade. A caridade também toca nos bolsos", exorta o Mons. Erminio De Scalzi, abade de Santo Ambrósio.

E o padre Mario Garavaglia, da Santo Inácio de Loyola: "Para os pobres, só resta os 10%. Se tivéssemos mais ofertas, faríamos mais caridade".