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10 Novembro 2014

Um navio com madeira da Amazônia foi surpreendido nesta quinta-feira por ativistas do Greenpeace quando se aproximava do Porto de Roterdã, na Holanda. O ONG afirma que a carga de madeira, que seria entregue à empresa belga Leary Produtos Florestais, foi exportada pela serraria Rainbow Trading, que recebeu produto extraído ilegalmente da floresta. Duas empresas também belgas, Lemahieu e Omniplex, seriam as destinatárias.

A reportagem é de Cleide Carvalho, publicada pelo jornal O Globo, 06-11-2014.

Os ativistas estenderam uma faixa com a mensagem "Chega de madeira ilegal" no navio e a ONG pediu às autoridades europeias que cumpram a legislação que proíbe a importação de madeira ilegal na Comunidade Europeia, a European Union Timber Regulation (EUTR). De acordo com as regras, as empresas são obrigadas a adotar medidas adicionais para garantir a origem legal da mercadoria que adquirem no exterior.

O trajeto da madeira foi monitorado pelo Greenpeace. Sem que os motoristas soubessem, ativistas instalaram aparelhos GPS em caminhões utilizados no transporte de madeira ilegal no Pará e passaram a monitorar o percurso deles em tempo real, por computador. Os caminhões escolhidos são os que atuam na região da BR-163, no Oeste do estado. Desde que as obras do trecho que liga o Norte do Mato Grosso a Santarém, no Pará, foram retomadas, as florestas da região entraram no alvo dos desmatadores.

Dois caminhões tiveram seu trajeto mapeado desde a entrada na floresta por meio de pequenos ramais de terra batida até a chegada ao pátio de três serrarias na região de Santarém: Rainbow Trading Importação e Exportação, Madeiras Odani e Sabugy Madeiras. A denúncia foi feita ao Ministério Público do Pará. A Secretaria de Meio Ambiente do Pará fiscalizou serrarias e, no pátio da Odani, uma das fornecedoras da Rainbow, encontrou madeira ilegal. A serraria foi autuada e seu cadastro, suspenso. A madeira em estoque foi apreendida.

Mas não é fácil identificar madeira legal de madeira ilegal na Amazônia. Para transitar com as toras, os desmatadores utilizam documentos frios, que informam que a carga teve origem numa área regularizada, com plano de manejo. Mas muitos destes planos de manejo não existem ou simplesmente a quantidade de árvores declarada nos documentos oficiais é muito maior do que aquela que, de fato, poderia ser extraída. As autorizações são emitidas pelos estados da Amazônia Legal e o próprio Ibama admite que o sistema costuma ser fraudado.

Marina Lacôrte, do Greenpeace, defende que a madeira que chegou ao Porto de Roterdã seja apreendida e sua origem, investigada. Ela lembra que documentos oficiais são usados para "esquentar" madeira ilegal no Pará e, portanto, não garantem origem lícita.

O Greenpeace afirma que empresas dos Países Baixos e da Suécia já anunciaram que deixaram de comprar da Rainbow Trading, mas as belgas têm mantido as encomendas.

— Esse crime tem que acabar antes que a floresta seja completamente destruída - diz Marina.

Para o Greenpeace, o governo brasileiro tem de rever e modernizar o controle de extração, transporte e comercialização de madeira, uma vez que o sistema atual têm alimentado a venda de produto ilegal.

Denunciada pelo Greenpeace após o monitoramento dos caminhões, a Rainbow Trading negou que sua madeira seja extraída ilegalmente e afirma que a investigação da ONG serve para defender "interesses econômicos internacionais na Amazônia, em detrimento aos interesses nacionais". A empresa questiona também ação dos ativistas, que instalaram o GPS escondido. 

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