Igreja no centro de São Paulo é tradicional reduto de imigrantes

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25 Abril 2014

Não é de hoje que a Igreja Nossa Senhora da Paz, na Baixada do Glicério, centro de São Paulo, se destaca por acolher as diferentes comunidades de imigrantes que vêm para o Brasil. Antes de ser a principal referência para os haitianos que se refugiam na capital paulista, o templo ficou conhecido por abrir as portas para, coreanos, chilenos, peruanos, bolivianos e, mais recentemente, africanos. "Já passaram por aqui mais de 70 nacionalidades”, explica o padre italiano Paolo Parise, diretor do Centro de Estudos Migratórios (CEM) da Missão Paz, como é conhecido todo o complexo ligado à igreja.

A reportagem é de Renan Truffi, publicada por Carta Capital, 24-04-2014.

Essa característica nasceu quando, nos anos 1930, o local se tornou um dos principais pontos de encontro da comunidade italiana em São Paulo. Na época, padres do Norte da Itália acompanhavam os conterrâneos em atividades pelo bairro. Este vocação acabou passando para os sacerdotes que servem até hoje no templo, como anuncia o site da entidade. “A Missão Paz de São Paulo acolhe os migrantes, imigrantes e refugiados, entendendo suas histórias, respeitando suas identidades e celebrando, com alegria, a interculturalidade presente”.

Foram três imigrantes italianos, inclusive, que projetaram e construíram, com a ajuda de famílias tradicionais de São Paulo, as estruturas da Missão Paz. Por conta disso, hoje, os conjuntos desenvolvidos pelo pintor Fulvio Pennacchi, escultor Galileo Emendabili e arquiteto Leopoldo Pettini estão em processo de tombamento. Mas é a obra de Pennacchi, composta por pinturas e esculturas, a mais cultuada.

Nascido na Toscana e emigrado em São Paulo em 1929, Pennacchi se desenvolveu na área do desenho, da pintura, da cerâmica e, principalmente, do afresco. Entre os vários afrescos do artista, presentes na igreja, se destacam o que retrata o nascimento do menino Jesus e um outro, com mais de seis metros de altura, que mostra Cristo crucificado.

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