Um milhão de pessoas na canonização de Roncalli e Wojtyla

Mais Lidos

  • De Rerum Novarum a Leão XIV: não era o vapor, mas a ética; não são os dados, mas a dignidade. O que vale não é mensurável. Artigo de Paolo Benanti

    LER MAIS
  • Deus Trindade: circularidade-encontro-amor. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • Juventude e novas direitas, para além dos estereótipos e dos extremos. Entrevista com Beatriz Besen

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: André | 24 Abril 2014

Mínimo de 500 mil; máximo de um milhão de pessoas. São os cálculos sobre as pessoas (peregrinos e turistas) que deverão participar da missa do Papa Francisco para a dupla canonização de João XXIII e João Paulo II no próximo domingo, dia 27 de abril, no Vaticano.

 
Fonte: http://bit.ly/1jMG8IJ  

A reportagem e de Iacopo Scaramuzzi e publicada no sítio Vatican Insider, 23-04-2014. A tradução é de André Langer.

“Mínimo de 500 mil; máximo de um milhão, incluídos os turistas”, disse Maurizio Pucci, responsável pela oficina de promoção, planejamento e coordenação dos projetos especiais do gabinete do prefeito da capital de Roma, por ocasião de uma coletiva de imprensa organizada pelo comitê organizador da diocese de Roma na sede da Obra Romana de Peregrinos (ORP). “No momento, temos uma quantidade de reservas que não corresponde ao número de pessoas anunciadas pelos países de origem”, disse o representante do Campidoglio. “Ao contrário do que acontece em outras ocasiões, há iniciativas que não dependem das dioceses, promovidas por paroquianos de toda a Europa, e chegam sem ter feito reserva”.

“Somente da Polônia prevê-se que cheguem 1.700 ônibus, 58 aviões, cinco trens”, disse Pucci para dar um exemplo. O mês de abril, além disso, já conta com um elevado número de turistas em Roma, que talvez nesse dia se transformem em peregrinos e vão querer participar da cerimônia presidida pelo Papa Francisco. Mons. Liberio Andreatta, administrador delegado da ORP, explicou que é praticamente impossível fazer alguma previsão. “O número preciso de fiéis podemos dizer no dia seguinte”, brincou com os jornalistas. Depois afirmou que “com base nos precedentes e no sentimento destes dias”, é possível prever “um mínimo de 500 mil pessoas, até 700, 800 mil, talvez inclusive até um milhão”.

Trata-se de um “esforço excepcional para a cidade de Roma, mas no momento as coisas estão indo bem”, disse Pucci, com a colaboração do Vaticano, do Campidoglio, da Região do Lázio, do Vicariato e do Senado italiano. A previsão dos gastos: para Roma representará um gasto de cerca de “cinco milhões de euros”, explicou Pucci, embora tenha indicado que, devido à excepcionalidade da capital, será necessário um encontro com a presidência do Conselho dos Ministros para que o Estado italiano “se comprometa com uma parte dos recursos”. Quanto à diocese de Roma, “o objetivo – disse Andreatta – é reunir 500 mil euros entre os patrocinadores. É uma soma que ainda não atingimos, mas entre as entradas e os gastos teremos que chegar a uma situação de empate”.

Em geral, “dado o clima de dificuldades econômicas”, houve uma redução em relação ao passado, explicou Andreatta, ao agradecer aos patrocinadores, começando pelo “main sponsor” Eni, o “media partner” Agi e os patrocinadores “platinum” dos bancos Intesa San Paolo, Unicredit e Bank Pekao.

Durante a coletiva de imprensa no palácio do Vicariato foram dados detalhes sobre a previsão do evento. Haverá 2.500 voluntários da proteção civil, além de 500 voluntários da ORP; 2.400 carabineiros, policiais e guardas de finança que se somarão às forças da ordem já espalhadas por Roma, além de 200 homens e mulheres da polícia municipal; haverá também centenas de postos de saúde e 200 ministros da eucaristia ao longo da via da Conciliação; haverá 5.000 sacerdotes dentro da Praça São Pedro, 17 telões por toda a cidade (um será instalado no aeroporto de Roma, Fiumicino, e outro em frente à catedral de Milão). Haverá também mil banheiros químicos e pessoal de limpeza da cidade de Roma para “evitar, como no passado, que por insuficiência de limpeza haja mau cheiro”, precisou Pucci.