"É necessário desenvolver uma economia de inclusão", diz cardeal Turkson

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Por: André | 07 Fevereiro 2014

O Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, cardeal Peter Turkson (foto), fez uma palestra, nesta quinta-feira, na Escola de Economia e Ciência Política de Londres, Inglaterra, destacando a importância de desenvolver uma economia de inclusão.

 
Fonte: http://bit.ly/1gQGYHJ  

A reportagem está publicada no sítio da Rádio Vaticano, 06-02-2014.

Em seu discurso, o purpurado sublinhou que a atual crise financeira mundial prossegue há seis anos. O cardeal Turkson convidou a refletir não somente sobre as origens técnicas da queda econômica, mas, sobretudo, sobre suas matrizes e implicações éticas.

"Essa reflexão também diz respeito à Igreja porque ela fala em nome da humanidade e tem o dever de insistir para que a pessoa humana seja considerada uma prioridade no sistema monetário internacional", frisou.

O Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz chamou a atenção para a tutela do bem comum a ser administrada com um novo senso de responsabilidade, olhando para uma reforma econômica que responda às exigências dos povos.

Como afirmaram os Papas Paulo VI e Bento XVI, o bem comum é sinônimo de "desenvolvimento humano integral, isto é, crescimento espiritual, moral e material para todos". O purpurado reiterou que "a economia não é um campo que está livre da ética. "Os agentes econômicos são agentes morais e a globalização deve ser entendida não somente como interdependência de numerosas realidades humanas, mas como globalização do bem comum", disse ainda o purpurado.

O cardeal Turkson fez um apelo para que "os princípios fundamentais, como a dignidade da pessoa humana e a inclusão, não sejam considerados um mero acessório, mas a força propulsora da busca de uma nova economia, inclusiva e sustentável". Segundo o purpurado, essa nova economia "deve considerar os indicadores que levam ao verdadeiro progresso rumo ao desenvolvimento integral, incluindo todas as componentes da sociedade, inclusive a Igreja".