“Marcial Maciel era um psicopata e um esquizofrênico”, afirma cardeal mexicano

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Por: Jonas | 28 Janeiro 2014

O cardeal de Guadalajara (México), Juan Sandoval Íñiguez, qualificou ontem o fundador da Legião de Cristo, Marcial Maciel, como “psicopata e esquizofrênico”. Na apresentação de uma autobiografia, Sandoval – que foi um dos cinco comissários da Legião, designados por Bento XVI – destacou que “nós, os que não são como Maciel, somos muito mais”.

 
Fonte: http://goo.gl/X1bJg3  

A reportagem é publicada por Proceso.com.mx, 27-01-2014. A tradução é do Cepat.

“Eu acredito que o padre Maciel era um psicopata, porque as notícias que eu soube de suas andanças datam desde que eu era estudante, em Roma, que foi em 1956, 57 ou 58. Pode uma pessoa aguentar uma dupla vida ou tripla vida, por 50 anos, por meio século? Não. Aguenta-se por pouco tempo, mas por muito tempo, não”, destacou o religioso na apresentação do livro “Credo, retrato interior do cardeal Juan Sandoval Íñiguez”.

“Nesse caso, um esquizofrênico que tem personalidades divididas, pois pode viver uma de santo, outra de esposo, outra de homossexual, outra de grande empresário e tranquilamente. Por isso, eu digo que os seres humanos adoecem do cérebro é há personalidades desenquadradas que parecem normais, então isso é o que penso dele”.

O comportamento de Maciel prejudicou a imagem da Igreja, mas esta se recuperou, considerou Sandoval Íñiguez.

“A imagem se recupera porque poderia parecer que o padre Maciel é toda a Igreja. O padre Maciel foi um homem, um mexicano dentro da Igreja, fundador e se acabou, mas nós, os que não são como o padre Maciel, somos muito mais”, disse.

Sandoval apresentou seu livro na Catedral. Frente aos meios de comunicação, o prelado se referiu à violência e ao narcotráfico em Michoacán. Considerou que o governo “já tinha como perdida” a batalha contra o crime organizado.

“Não quero julgar a autoridade, é preciso fazer algo para remediar esse mal”, disse. Em seguida, acrescentou: “Não haverá paz (no México) enquanto não se eliminar os abortos. O número de assassinatos dos cartéis da droga é semelhante ao número de abortos”.

E passou ao tema dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Recordou as demandas que o ex-chefe de governo da capital, Marcelo Ebrard, interpôs contra ele, no ano de 2010, após o arcebispo declarar que os ministros da Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) tinham “maiceados” para aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, na Cidade do México.

O arcebispo assegurou ter vencido a causa e que o político ainda não pagou os seus gastos com a defesa.

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