Documento alemão sobre divorciados em segunda união é apenas um ''impulso provisório''

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15 Outubro 2013

O arcebispo Robert Zollitsch definiu o documento para a pastoral dos divorciados em segunda união como uma contribuição para a discussão para as consultas da Conferência Episcopal Alemã. Esse "impulso provisório" absolutamente não deve antecipar as reflexões a nível nacional. Além disso, no "processo de diálogo atualmente não concluído sobre a nova orientação da pastoral para os divorciados em segunda união", são necessários esclarecimentos fundamentais em nível da Igreja universal, escreveu Zollitsch em uma carta a todos os bispos da Alemanha, segundo um comunicado do dia 10 de outubro da Arquidiocese de Friburgo.

A reportagem é do sítio Konradsblatt-online.de, 10-10-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto

O documento publicado pelo escritório pastoral de Friburgo apresenta pela primeira vez caminhos segundo os quais, depois de uma separação, os católicos recasados civilmente podem se confessar e comungar com a permissão eclesial. Zollitsch ressalta em sua carta aos seus coirmãos que o documento de Friburgo foi tornado público sem o seu conhecimento e que a mídia o apresentou principalmente de uma forma exagerada e simplificada.

A publicação causou manchetes em nível mundial e provocou especulações sobre uma nova mudança de linha da Igreja Católica sobre esse assunto. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, manifestou-se contra caminhos especiais na pastoral familiar. O Papa Francisco convocou para outubro de 2014 um sínodo especial dos bispos sobre a pastoral familiar.

Os bispos alemães expressaram reservas sobre esse "passo" de Friburgo. O arcebispo de Berlim, Rainer Maria Woelki confirmou que é correto levar em consideração os problemas pastorais e fazer tudo o que é possível na Igreja para atenuar as dificuldades. Ele, porém, afirmou que não vê "nenhuma liberdade de ação para uma mudança na atual pastoral para os divorciados em segunda união".

O cardeal de Munique, Reinhard Marx, considera as diretrizes como uma "contribuição para um processo de diálogo ainda não concluído" na Conferência Episcopal Alemã. O presidente da comissão pastoral da Conferência Episcopal, o bispo de Osnabrück, Franz-Josef Bode, insistiu sobre o fato de que "os bispos alemães vão se ocupar de maneira aprofundada e levarão em consideração essas diretrizes em vista de novas reflexões.