Vídeo da ‘Segunda Sem Carne’ demonstra alimentação saudável pelos Animais, pela Saúde e pelo Planeta

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28 Setembro 2013

No quarto VegFest brasileiro, a Humane Society International (HSI) lançou a versão brasileira do seu vídeo da ‘Segunda Sem Carne’.

A reportagem foi publicada pelo Humane Society International. O vídeo é narrado pelo apresentador e ex-VJ Cazé Peçanha, 25-09-2013.

O vídeo apoia o crescente movimento nacional e global que pede que as pessoas deixem a carne de fora de seus pratos todas às segundas-feiras para ajudar o planeta, a saúde humana e os animais.

Nicole Oliveira, consultora da HSI em meio ambiente e mudanças climáticas, que fez uma apresentação no evento disse: “No Brasil, a maioria dos suínos reprodutores passam praticamente suas vidas inteiras confinados em ‘celas de gestação’. Essas celas individuais são tão pequenas que os animais não podem sequer se virar ou dar mais do que um passo para frente ou para trás.Ao optar por opções vegetarianas ao invés de carnes, ovos e laticínios nós ajudamos os animais, o meio ambiente e a nossa saúde”.

Narrado pelo renomado apresentador de TV Cazé Peçanha, o vídeo mostra a importância de se escolher opções vegetarianas e como aderir ao movimento em constante crescimento mundial, que conta com o apoio de diversas outras personalidades notáveis.

Cazé disse: “Eu tenho orgulho de apoiar a Humane Society International e a ‘Segunda Sem Carne’. Com este novo vídeo, fica mais fácil divulgar esta campanha simples, divertida e deliciosa”.

A ‘Segunda Sem Carne’ já se tornou dia oficial no Distrito Federal, e foi sugerida pelo Secretário do Meio Ambiente de São Paulo como forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE’s). Escolas municipais de São Paulo servem mais de meio milhão de refeições sem carne para os alunos a cada duas semanas.

Para reduzir nossa pegada ambiental e ajudar os animais, a HSI advoga pela redução do consumo de carnes e produtos derivados de animais, assim como pelo refinamento das nossas dietas optando por produtos derivados de animais que são produzidos com maior bem-estar animal, como carne de porco livre de celas de gestação e ovos livres de gaiolas.

Em todo o mundo, bilhões de animais de produção são criados em pequenas gaiolas ou celas, ou outros ambientes lotados e estéreis, em instalações de produção animal industrializadas – também chamadas de fazendas ou granjas-fábrica. Mais de 70 bilhões de animais terrestres foram criados para a alimentação humana apenas em 2010, o que resulta em impactos ambientais de longo alcance. Na verdade, a agricultura animal é um dos principais contribuintes para as mudanças climáticas, o desmatamento, a poluição e o uso da água, e é responsável por quase um quinto das emissões de gases de efeito estufa globais causadas pelo ser humano, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A HSI oferece deliciosas receitas sem carne aqui.

Fatos:

• A ‘Segunda Sem Carne’ foi criada pelo governo dos EUA como uma medida de economia de recursos durante a Primeira Guerra Mundial. Em 2003, a Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg relançou o esforço com a campanha ‘Segunda Sem Carne’ para promover a substituição de carnes um dia por semana para a nossa saúde e a saúde do planeta.

• De acordo com a FAO, a agricultura animal é "uma das duas ou três mais significativas contribuintes para os mais graves problemas ambientais em todas as escalas, da local à global.”

• Cada um de nós pode diminuir a nossa pegada ambiental ao reduzir nosso consumo de carnes, ovos e laticínios. De acordo com um estudo de 2008, por exemplo, nos EUA, uma família de renda média que deixa de consumir carne vermelha e laticínios e adota uma dieta à base de vegetais apenas um dia por semana reduz suas emissões anuais de gases de efeito estufa equivalentes a dirigir mais de 1.800 km por ano.

• De acordo com um estudo de 2012, os produtos de origem animal geralmente têm maiores pegadas de água do que os produtos não-animais. Por exemplo, em termos de proteína, a pegada de água é seis vezes maior para a carne bovina, e uma vez e meia maior para carne de frango, ovos e laticínios, comparada à pegada dos legumes.

• Cerca de 90% das galinhas poedeiras usadas na produção de ovos no Brasil, mais de 100 milhões de aves, são confinadas em gaiolas em bateria, tão pequenas e superlotadas que as aves não podem sequer abrir suas asas totalmente. Essas gaiolas não permitem que esses animais realizem a maioria de seus comportamentos naturais mais básicos, como caminhar, empoleirar-se, botar ovos em ninhos, ou tomar banhos de areia.

• Taxas crescentes de obesidade ocorrem mesmo em países em desenvolvimento, onde a subnutrição também é uma preocupação. Globalmente, há mais pessoas obesas do que pessoas desnutridas. Para enfrentar esse problema crescente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as pessoas comam mais frutas, legumes, nozes e grãos integrais, bem como a transição do consumo de gorduras animais saturadas para gorduras insaturadas de óleos vegetais.

Assista o vídeo clicando aqui.

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