Instituições de caridade lançam apelo mundial contra a fome

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24 Janeiro 2013

A Cafod [agência católica de ajuda externa da Inglaterra e do País de Gales], a Sciaf [agência católica de ajuda externa da Escócia] e mais de 100 outras instituições de caridade britânicas lançaram uma campanha para combater a fome global, visando à evasão fiscal e a disputa de terras por parte das multinacionais.

A reportagem é do sítio da revista católica britânica The Tablet, 23-01-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A campanha Enough Food For Everyone IF diz que a compra de grandes áreas de terras por parte de multinacionais, algumas das quais cultivam sementes para a produção de combustível em vez de comida, estão forçando os pequenos agricultores a abandonarem suas terras e diminuindo a sua capacidade de alimentarem a si mesmos e as suas comunidades.

Ela também denuncia que as vidas de 230 crianças poderiam ser salvas todos os dias se as empresas pagassem as suas respectivas dívidas aos países onde atuam. Ela diz que as crianças que crescem com fome ganham menos na idade adulta por causa de sua saúde frágil. A campanha estima que isso irá custar a algumas das partes mais pobres do mundo cerca de 78 bilhões de livras em perdas de produção econômica até 2030.

A campanha IF, que foi lançada nessa quarta-feira em Londres, Cardiff, Glasgow, Belfast e em outras grandes cidades, é apoiada pelo arcebispo sul-africano Desmond Tutu e pelo fundador da Microsoft e bilionário filantropo, Bill Gates, assim como pelos atores Bill Nighy, Keeley Hawes e Bonnie Wright, pelo músico Baaba Maal, pelo atleta olímpico Colin Jackson e pelo jogador de rúgbi inglês Matt Dawson.

A campanha coincide com a presidência do Reino Unido do G8. Ela urge o primeiro-ministro David Cameron a manter a sua promessa de gastar 0,7% do orçamento em ajuda externa e apela outros líderes mundiais a seguirem o exemplo.

A campanha pede uma ajuda extra para a agricultura nos países em desenvolvimento e para mitigar o impacto das mudanças climáticas. Ela também quer que Cameron pressione por uma maior transparência por parte dos governos dos países em desenvolvimento e das multinacionais para garantir que acordos corruptos sejam freados e que todas as partes possam ser responsabilizadas.

Para uma lista completa das instituições de caridade que estão participando e para saber mais sobre a campanha, clique aqui.

Veja também:

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