Prisioneiro mais jovem de Guantânamo é repatriado ao Canadá

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01 Outubro 2012

O detento mais jovem do presídio de Guantânamo foi repatriado ao Canadá na manhã deste sábado (29/09). Omar Khadr foi preso em 2002 com apenas 15 anos, após ser julgado culpado pela morte de um soldado norte-americano no Afeganistão. Ele deixou a prisão em um avião militar e foi logo transferido para o presídio de segurança máxima de Millhaven, onde cumprirá o restante de seus oito anos de reclusão.

A informação é do sítio Opera Mundi, 29-09-2012.

Khadr passou oito anos preso sem qualquer julgamento. Apenas em 2010 passou pelo crivo de um tribunal militar em Guantânamo, que o sentenciou a 40 anos de prisão por crimes de guerra. Após negociações entre a acusação e sua defesa, a pena foi limitada em oito anos de reclusão.

Mesmo diante de cortes federais concluírem que agentes canadenses violaram seus direitos humanos ao interrogá-lo em Guantânamo, a diplomacia de Ottawa sempre se recusou a intervir no caso. Em um comunicado, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse que “coordenou a operação de transferência do detento em conjunto com o governo do Canadá” e que lançou mão de “medidas de segurança” apropriadas e de “tratamento humano”.

As opiniões sobre Khadr são motivo de grande divergência. De um lado, a maior parte dos canadenses apoiou a campanha pela repatriação de Khadr e o reconheceu como uma vítima de métodos de tortura de agentes dos Estados Unidos em Guantânamo. Por outro, surge a opinião de parte de seus familiares, que o consideram uma ameaça, um produto do “cruel” extremismo islâmico.

Desde o último mês de outubro seu retorno poderia ocorrer a qualquer momento, segundo previa o mesmo acordo que reduziu sua pena. Em nota à imprensa, o ministro canadense da Segurança Pública, Vic Toews, classificou Omar Khadr como “um famoso membro da rede Al Qaeda” e como um “terrorista confesso”.

Os Khadrs são classificados pela imprensa local como a família do terror no Canadá. Seu pai era ligado a Osama Bin Laden e levou toda a família para o Afeganistão para combater a ocupação soviética enquanto Omar era ainda uma criança. Ele morreu em 2003 durante uma troca de tiros na fronteira entre Paquistão e Afeganistão.

Um de seus irmãos acabou paralítico após ser alvejado no mesmo conflito que matou seu pai. O outro conseguiu evitar uma extradição para os Estados Unidos e acaba de ser liberado de uma penitenciária em Toronto.