Congresso dicute a participação das mulheres no Concílio Vaticano II

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Por: André | 26 Setembro 2012

Há 50 anos, pela primeira vez na história, as mulheres participaram de uma assembleia de bispos. Aconteceu durante o Concílio Vaticano II, um evento que mudou a Igreja católica e que ofereceu a possibilidade de conjugar a fé eclesial com a consciência das mulheres. Às mulheres e sua relação com o Concílio se dedicará o Congresso Teológico Internacional (CTI) que acontecerá em Roma de 04 a 06 de outubro de 2012, organizado pelo Coordinamento Teologhe Italiane. O Congresso tem por título “As teólogas releem o Vaticano II. Assumir uma história, preparar o futuro”, será realizado no Pontifício Ateneu Santo Anselmo e contará com a participação de especialistas provenientes de todo o mundo.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 25-09-2012. A tradução é do Cepat.

O CTI pretende oferecer um encontro ecumênico especializado nos âmbitos do saber teológico e da vida eclesial. Também será realizada uma celebração para recordar com imagens, palavras e música a abertura do Concílio e para refletir sobre a presença das mulheres na Igreja pós-conciliar e tornar visível a contribuição das mulheres.

“Se hoje as mulheres católicas e protestantes estudam e ensinam teologia em todo o mundo, com tudo o que isso significa, é, em grande medida, consequência da profunda renovação eclesial que o Concílio soube interpretar e promover”, declara a presidenta do Coordinamento Teologhe Italiane, Marinella Perroni.

“Parecia impossível que, pela primeira vez na história, a uma assembleia de bispos, reunidos na basílica vaticana, se somassem algumas mulheres. Um fato que muitos desconhecem e que outros não têm interesse em recordar, mas que para nós tem um grande valor histórico e uma grande carga simbólica” (Cf. http://www.teologhe.org/wp-content/uploads/2011/12/ComunicatoStampaSp.pdf ).

Neste contexto do CTI, convidaram Luz Maria Longoria (Luzma), auditora leiga mexicana e assistente das sessões do Concílio Vaticano II como perita em família, para participar do congresso com sua palavra e testemunho.

Luzma, como carinhosamente muitas a conhecem, considerou ser necessário convidar outras para fazer parte de um exercício de diálogo e construção coletiva no qual sua voz e testemunho também seja a voz e testemunho de muitas mulheres latino-americanas que durante todos esses anos gastaram a vida recriando a participação das mulheres nas igrejas, dizendo sua palavra em chave libertadora e tendo uma contribuição estratégica na renovação eclesial à qual o Concílio Vaticano II nos convida, principalmente em sua participação como sujeitos sociais e eclesiais de transformação.

Fiel ao espírito que ela e seu esposo, José Alvarez Icaza, viveram durante sua participação no Concílio, ela, junto com um grupo interdisciplinar de mulheres crentes, convidam as mulheres para participar deste exercício principalmente através de três caminhos:

I. Com o preenchimento do seguinte questionário com vistas à escrita de um documento coletivo que Luzma apresentará durante a sua presença no CTI:

1) O que tem a dizer a 50 anos do Concílio Vaticano II? (Balanço, lembranças, desafios etc.)

2) Como viu a caminhada da Igreja nestes 50 anos? Quais foram seus avanços e retrocessos?

3) Como tem sido a participação das mulheres na Igreja ao longo destes anos? Por quê?

4) Que gozos e esperanças as mulheres viveram e que dores e sofrimentos encaramos?

5) Que Igreja as mulheres querem? Como podemos construí-la?

6) Compartilha alguma reflexão ou testemunho que lhe pareça importante acrescentar e que não tenha sido considerado antes.

II. Com o envio de testemunho ou entrevistas de mulheres, alusivas à participação destas no processo de aggiornamento eclesial e social nos últimos 50 anos, assim como sobre a situação, desafios que as mulheres veem referente à situação das Igrejas atualmente.

III. Contribuindo para a conformação de um arquivo que recupere a memória e a voz das mulheres no Concílio Vaticano II e no processo de apropriação do espírito conciliar nas igrejas latino-americanas e particulares (e outras igrejas, acrescento eu, sobretudo a partir dos processos de libertação, enviando fotos, documentos, material hemerográfico ou bibliográfico digitalizado ou alguma outra evidência que considerem importante ou significativa.

A partir deste material, elaboraremos um documento que Luzma apresentará durante a sua participação no Congresso que recolha as nossas reflexões coletivas (fazendo eco da mesma experiência que ela e seu esposo, José Alvarez Icaza Manero, viveram há 50 anos quando prepararam sua participação no Concílio Vaticano II com um documento entregue a Paulo VI e aos padres conciliares, fruto de uma pesquisa latino-americana que recuperou o sentir de muitas e muitos sobre o tema das famílias e cujos resultados contribuíram significativamente para o Esquema XIII, antecedente do documento conciliar Gaudium et Spes (Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Moderno).

Sabemos que os tempos são breves, mas nos parece importante e muito significativo, guardadas as proporções, ter a oportunidade de compartilhar esta experiência. Esperamos que possam participar de alguma das propostas que fazemos (principalmente na pesquisa das 6 perguntas).

Pediremos que as informações sejam enviadas o mais tardar até o dia 19 de setembro, para os seguintes endereços: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Colocar abaixo do título da mensagem: A voz das mulheres rumo a Roma – contribuição de (e o nome da mulher ou grupo de mulheres que o envia).

Muito obrigado e estamos em comunicação.

Sororalmente,

Grupo de Mulheres Mexicanas a Caminho de Roma