As religiosas estadunidenses confiam num diálogo “respeitoso” com Roma

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Por: Jonas | 18 Agosto 2012

A freira dominicana Mary Hughes, integrante da Conferência de Líderes das Congregações Religiosas (LCWR), que apoia a ordenação sacerdotal de mulheres, disse hoje que confia que a organização continuará dentro da órbita do Vaticano, enquanto se faz um diálogo “respeitoso” com Roma.

A reportagem é publicada pelo sítio Religión Digital, 17/08/2012. A tradução é do Cepat.

Hughes declarou que a LCWR – que representa 80% das mais de 57.000 religiosas católicas, dos Estados Unidos – espera continuar mantendo um “diálogo respeitoso e afetivo” com as autoridades da Igreja católica, depois de receber uma repreensão do Vaticano pela postura da Conferência em assuntos como a ordenação de religiosas ou a homossexualidade.

Numa coletiva de imprensa, em Washington, Hughes afirmou que a conferência deste ano, ocorrida na semana passada, no Estado de Missouri, registrou um recorde de participação de membros de congregações religiosas devido ao momento tão “crucial” que vivem com o Vaticano.

Além da ordenação sacerdotal feminina, as religiosas pedem uma maior tolerância do Vaticano em assuntos como a homossexualidade, o aborto e na luta pela justiça social. “As integrantes da presidência e a diretora são as que participam do diálogo com o Vaticano, mas caso lhes sejam impostas condições, devem falar com as integrantes das congregações de forma prévia”, disse Hughes.

“É prematuro saber o que acontecerá se faltar o diálogo”, respondeu Hughes, que confia que sua organização tenha condições de continuar ligada à Igreja católica, de forma canônica, depois que, quatro meses atrás, foram admoestadas pelo Vaticano pelo seu “radicalismo feminista”.

Em abril, a Congregação para a Doutrina da Fé acusou a LCWR de “graves problemas doutrinários”, e anunciou que três bispos dos Estados Unidos se encarregarão da questão com as religiosas.

Hughes afirmou que esses bispos estão mostrando uma atitude “cordial, de escuta e de intercâmbio honesto”, e assegurou que a intenção das irmãs é “continuar servindo a Igreja por meio da LCWR”.

Em relação ao aborto, Hughes disse que as freiras não assumem este assunto de maneira tão política como os bispos, e acrescentou que todas as suas ações, como a ajuda para mães e jovens, são pensadas para evitar a interrupção das gravidezes.