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Quarta, 08 de agosto de 2012
Mais de 300 policiais desalojaram, na segunda-feira, 6, cerca de1 mil camponeses que ocuparam, no sábado, fazenda em Saltos de Guairá, localizada no oeste, depois de vencer o prazo de 24 horas concedido pela Justiça para deixarem o local.
A informação é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 07-08-2012.
Segundo o diário local “Ultima Hora”, a fazenda, de 29 hectares, seria do brasileiro João Carlos Bernardes. O representante do Ministério Público explicou aos camponeses acampados que o título de propriedade que Bernardes possui é legítimo e que teriam que deixar a terra em 24 horas.
O promotor, Diosnel Giménez, informou que os camponeses desocuparam o local e que todo o processo de desalojo ocorreu pacificamente. No entanto, meios de comunicação da localidade noticiaram que a polícia usou gás lacrimogêneo para espantar os camponeses, que se encontram, de momento, sob lonas à margem da estrada que leva à fazenda.
A população rural de Saltos de Guairá é a mais pobre do Paraguai. Os camponeses reivindicam que o governo lhes proporcione terra, para que possam levar uma vida digna e produtiva.
As terras de Saltos do Guairá estão próximas aos morros de Corumbí, onde, em junho passado, ocorreu o conflito entre camponeses e policiais, confronto que teve um saldo de 11 trabalhadores e seis agentes da polícia mortos. O episódio foi o estopim para a destituição do presidente eleito Fernando Lugo.
Quando da ocupação da fazenda em Saltos de Guairá, policiais e empregados tentaram repelir os camponeses. Oito deles ficaram feridos pelas balas de borracha e chumbo atiradas pelos policiais.
O Paraguai é um dos dez países mais desiguais do mundo, onde 2% da população concentram 80% das terras.

"Pois é, os políticos ficaram muito ofendidos com os comentários do Ministro Joaquim Barbosa. Acho..."
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Frases do dia
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"no final os militares vao morrer em celas comuns como rafael videla sofrendo tortura essa comissao ..."
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Conjuntura da Semana. “Comissão da Verdade”: Uma comissão da verdade e da memória, mas ainda não da justiça
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"Dom Mauro, Obrigada por esse contexto tão esclarecedor e digno de ser publicado em todas as Mídias..."
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Combate à fome: o desafio de equacionar problemas estruturais. Entrevista especial com Dom Mauro Morelli
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