As negociações para o Tratado para o Comércio de Armas (ATT, na sigla em inglês) fracassaram depois de um mês de debates na sede das Nações Unidas em Nova York. Agora, o texto será enviado para a Assembleia-Geral, onde, apenas em outubro, definirão quais devem ser os próximos passos.
O acordo foi bloqueado por uma aliança eclética, formada por EUA, Rússia, Irã, Cuba, Coréia do Norte e Venezuela. O Brasil, apesar de não rejeitar formalmente, tampouco aderiu a um texto. Já os defensores, liderados pelo México e incluindo um grupo de 90 países, publicaram um comunicado para tentar salvar o tratado.
"Estamos determinados em assegurar a aprovação do ATT o mais breve possível. Queremos um texto para garantir um mundo mais seguro para o bem de toda a humanidade", disse o comunicado lido pelos mexicanos.
A reportagem é de Gustavo Chacra e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 28-07-2012.
Segundo o procedimento da ONU, todos os países têm o direito de bloquear o tratado individualmente ou, se preferirem, apenas não aderir. Os americanos, iranianos, cubanos, russos, venezuelanos e norte-coreanos, embora não atuando juntos, optaram pela alternativa mais dura. Essas nações pediram mais tempo para negociar um novo texto.
O tratado busca regulamentar o comércio de armas convencionais internacionalmente. Este tipo de armamento é o que mais mata tanto em conflitos envolvendo Estados, como em casos de genocídio e mesmo em crimes urbanos e no terrorismo.
Diante da oposição, especialmente da administração de Barack Obama, que vinha sendo pressionada abertamente pelo lobby pró-armas dos EUA, o texto negociado já era considerado extremamente ameno por organizações ativistas internacionais. Ainda assim, foi insuficiente para convencer os governos em Washington, Moscou, Havana e Teerã.

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