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Por: Jonas | 16 Julho 2012

Em carta aberta, direcionada ao intelectual Atilio Boron, Piedad Córdoba, ex-senadora colombiana, e Carlos Lozano Guillén, porta-voz da Marcha Patriótica, descrevem o incidente que atravessaram durante o Foro de São Paulo, em Caracas. O texto está publicado no jornal Página/12, 12-07-2012. A tradução é do Cepat.

Eis a carta.


Estimado Atilio Boron, recebe um fraterno abraço dos membros da Marcha Patriótica. Agradecemos pelo seu artigo de apreciação em que apresenta um balanço da opinião pública internacional a respeito da décima oitava edição do Foro de São Paulo, que se realizou de 4 a 6 de julho, em Caracas.

Em seu texto, você faz uma análise crítica sobre o que foi discutido, como uma contribuição pela qual, não duvidamos, está inspirada no espírito de reflexão que nos levará a melhores condições para resistir e transformar o modelo econômico hegemônico, como tem feito junto a outros prestigiosos intelectuais e líderes da América Latina, cuja aposta é a dignidade dos povos, seu direito à vida, sua afirmação de um processo de libertação e poder que, como destacou Simón Bolívar, e nos foi recordado pelo presidente Hugo Chávez, na sexta-feira do dia 7 de julho, represente a possibilidade da maior soma de felicidade para a humanidade.

Seu texto provocou a resposta, a respeito de vários pontos, do secretário executivo do Foro, Valter Pomar, um deles referente à nossa presença em Caracas, participando das deliberações do Foro em meio à imensa acolhida e o manifesto apoio a nosso trabalho, como expressão do anseio do povo colombiano na busca e construção da justiça e da paz.

Se por um lado para nós foi uma experiência enriquecedora, de outro, também, foi frustrante devido às limitações que impediram, desta vez, que a Marcha Patriótica fosse aceita como membro de tão importante cenário da esquerda mundial. Efetivamente, nossa expectativa era a de sermos recebidos como membros com plenos direitos, compreendendo que para isso deve haver um trâmite, cumprindo algumas regras que, nesta ocasião, por várias circunstâncias, não puderam se verificar.

Foi por isso que, atentos às difíceis condições sob as quais se desenvolve a vida política colombiana, insistimos não apenas acerca de nossa membresia, mas também na necessidade de recorrer a todos os meios que estejam em nosso alcance, para comprometer aos humanistas e as organizações de esquerda continental e mundial para iniciativas de análise, debate e acompanhamento de propostas que nos ajudem a superar a cruenta guerra vivida na Colômbia.

Quando nossa representante no Foro, Pidedad Córdoba Ruiz, propôs redobrar esforços, concretizar e determinar uma missão a ser enviada para a Colômbia, a partir da Secretaria do Foro, foi impedida de formalizar esta solicitação e de tornar conhecidos os termos para a mesma. Não apenas lhe impuseram que adicionalmente deveria falar com um representante latino-americano, que aprovasse a prévia inclusão de alguns parágrafos, mas também foi lhe negado o uso da palavra, com a desculpa de que se fosse concedido para ela, seria preciso conceder para outras pessoas da Colômbia, sendo que existia um amplo consenso para que nossa representante fosse escutada.

Em sua frustrada intervenção, Piedad Córdoba Ruiz desejava agradecer, em nome das colombianas e dos colombianos, pela Paz, por organizações e grupos comprometidos na busca de caminhos que permitam o fim do conflito armado, pelas gestões da presidente Dilma Roussef e do ex-presidente Lula, do Brasil, que facilitaram as libertações de pessoas cativas no poder da insurgência, e ao presidente Hugo Chávez, por sua preocupação pela paz na Colômbia, além de lhe desejar rápida recuperação.

Manifestamos também que o elementar, porém importante resultado debatido e apontado ali sobre a realidade da Colômbia, que consiste em organizar uma delegação ou comissão do Foro ao nosso país, para comprovar a situação política, as propostas existentes e a forma de contribuir para as mais sólidas formulações para construir uma paz baseada no diálogo e justiça, é uma proposta que diretamente nos compete, assim como ao Congresso dos Povos, ao Polo Democrático, à Esquerda Liberal em Marcha e a outras expressões sociais e políticas que tem forjado e forjará, com um horizonte de unidade, o povo colombiano. Nesta iniciativa, de antemão, nos comprometemos para a sua concretização e frutos.

Agradecemos a reiterada solidariedade que tantas pessoas e organizações têm expressado acerca de nossa nascente formação, para o Congresso dos Povos e outras que fazem parte do tecido que já existe e está se fortalecendo para a luta pela dignidade e direitos do povo e da nação colombiana. Assim também, saudamos o espírito crítico e desperto que levanta a voz dos povos e que resignificam os mais custosos e imprescindíveis valores e princípios da esquerda, para enfrentar com lucidez o atual estado de barbárie do mundo, nesta encruzilhada da crise, que traz consigo o capitalismo e a guerra.

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