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Segunda, 18 de junho de 2012
Transparência na condução da investigação, mas o máximo de privacidade. Porque em breve poderá haver novos desdobramentos. O papa recebeu nesse sábado os três cardeais da comissão de investigação sobre o vazamento de documentos confidenciais publicados na mídia.
A reportagem é de Marco Ansaldo, publicada no jornal La Repubblica, 17-06-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Foi o primeiro encontro oficial com os purpurados, embora nos últimos dias o pontífice já tenha falado com o líder do pequeno grupo, o cardeal do Opus Dei Julián Herranz Casado, jurista reconhecido e ex-chefe do dicastério para os Textos Legislativos.
Bento XVI, que acompanha com atenção a evolução do caso, o recebeu na Terza Loggia, juntamente com o eslovaco Jozef Tomko, ex-prefeito da Propaganda Fide, e o italiano Salvatore De Giorgi, ex-arcebispo de Palermo.
Os cardeais relataram ao papa as informações recolhidas. A comissão cardinalícia – a única autorizada a eventualmente investigar outros purpurados – previu a audição de várias pessoas depois do face a face com o pontífice, que quis dar o seu imprimatur ao prosseguimento dos inquéritos.
Os três cardeais são todos "eméritos", livres de cargos pastorais ou de Cúria e, além disso, com mais de 80 anos e, portanto, desvinculados de um futuro conclave. Eles podem agir com o mais amplo mandato, ouvindo até chefes de escritórios vaticanos, sem problemas hierárquicos.

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