''Renovo a confiança nos meus colaboradores'', afirma papa

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31 Mai 2012

Pela primeira vez, Bento XVI fala do Vatlieaks e o faz a uma semana da prisão do seu ajudante de quarto Paolo Gabriele, que, na quarta-feira passada, ainda estava sentado no papamóvel branco durante a audiência geral. O papa se disse triste, mas reafirmou a sua certeza de que é Deus que guia a Igreja. E, acima de tudo, quis rejeitar as "ilações gratuitas" da mídia que apresentaram o Vaticano como lugar de conflitos e tensões, reconfirmando a sua confiança nos seus colaboradores mais próximos.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 30-05-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Os acontecimentos ocorridos nestes dias acerca da Cúria e dos meus colaboradores – disse Ratzinger ao término da audiência – trouxeram tristeza ao meu coração, mas nunca se ofuscou a firme certeza de que, apesar da fraqueza do homem, das dificuldades e das provas, a Igreja é guiada pelo Espírito Santo, e o Senhor nunca lhe fará faltar a sua ajuda para sustentá-la no seu caminho".

"Multiplicaram-se ilações, no entanto – acrescentou o papa –, amplificadas por alguns meios de comunicação, totalmente gratuitas, e que foram muito além dos fatos, oferecendo uma imagem da Santa Sé que não corresponde à realidade. Desejo, por isso – concluiu Bento XVI –, renovar a minha confiança, o meu encorajamento aos meus colaboradores mais próximos e a todos os que, cotidianamente, com fidelidade, espírito de sacrifício e em silêncio, me ajudam no cumprimento do meu ministério".

A renovação da confiança nos colaboradores "mais próximos" é, acima de tudo, um sinal público de reconhecimento com relação ao secretário de Estado Tarcisio Bertone, considerado um dos principais objetivos da operação "Vatileaks", mas também se aplica ao secretário particular, Pe. Georg Gänswein, à família pontifícia e aos mais altos responsáveis da Secretaria de Estado e da Cúria Romana. Também foi significativa a conclusão dedicada a todos aqueles que trabalham na Santa Sé, fielmente e "em silêncio".