Vazamento da Chevron. As perguntas que persistem

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20 Novembro 2011

Quase duas semanas após início do vazamento da Chevron, na Bacia de Campos, ainda há muitas dúvidas.

A reportagem é do jornal O Globo, 20-11-2011.

QUANTO VAZOU DE ÓLEO?

Na sexta-feira, a empresa afirmou que no dia em que a mancha estava maior, o volume total de petróleo vazado era de 882 barris (ou 14 caminhões-pipa) no total. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) estimou o vazamento entre 1.400 a 2.310 barris e a ONG americana SkyTruth avaliou o derrame em quase quatro mil barris por dia, com base em imagens de satélite da Nasa, o que daria um total de 15 mil barris (quase 238 caminhões-pipa).

COMO O VAZAMENTO ESTÁ SENDO CONTIDO?

Fontes afirmam que o robô usado inicialmente pela Chevron para detectar o vazamento no fundo do mar tinha atuação limitada. Foi preciso que a multinacional americana, a terceira maior do mundo, pedisse ajuda à Petrobras para identificar a origem do vazamento com precisão.

POR QUE O ÓLEO NÃO ESTÁ SENDO RECOLHIDO?

O Plano de Emergência assinado pela empresa e apresentado ao Ibama não está sendo cumprido. Ele previa o recolhimento do óleo derramado, mas até agora, as autoridades garantem que isso não ocorreu. A empresa tem usado areia para evitar que a mancha se espalhe mais, procedimento que não é considerado ideal por especialistas.

POR QUE A DEMORA EM SE PRONUNCIAR?

Apenas na sexta-feira o governador Sérgio Cabral divulgou nota em que afirma que "o acidente é a demonstração clara do que significa um dano ambiental num estado produtor de petróleo". Até então, a Chevron só se comunicava com a imprensa por meio de notas enviadas por e-mail, apesar dos pedidos de entrevistas. Só na sexta-feira a empresa formalmente deu entrevista.

QUAIS AS PUNIÇÕES POSSÍVEIS E QUEM AS APLICA?

O Ibama é o órgão responsável por eventuais punições em caso de danos ao meio ambiente em alto-mar. É crime federal. Os órgãos estaduais só podem agir se o petróleo atingir a costa do Rio. A multa máxima que pode ser aplicada é de R$ 50 milhões, considerada baixa para inibir crimes ambientais, na avaliação de especialistas.

O Ibama alega que ainda tem de dimensionar o dano ambiental para determinar que tipo de punição será aplicada e se será aplicada. O especialista David Zee, oceanógrafo e perito responsável por analisar o vazamento, é taxativo ao afirmar que é mais vantajoso, para uma petrolífera, arcar com os custos de multas pelo vazamento do que agir para preveni-lo.

HÁ RISCO DE O ÓLEO ALCANÇAR AS PRAIAS DO RIO?

A Chevron e as autoridades que acompanham o vazamento dizem que a mancha de óleo está se deslocando em direção a alto-mar, com risco remoto de chegar à costa.

AFINAL, O VAZAMENTO FOI OU NÃO CONTIDO?

Segundo a empresa, o principal já foi sanado e agora há, somente, um vazamento residual. A ANP chegou a divulgar um vídeo mostrando essa redução. Mas o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, desmente a companhia e afirma que o vazamento continua a ocorrer, poluindo o mar na região do poço, a cerca de 130 km de Macaé.

A EMPRESA ATUA COM TRABALHADORES IMIGRANTES ILEGAIS NO BRASIL?

O delegado da Polícia Federal que apura o vazamento de petróleo, Fábio Scliar, também investiga denúncias de que a Chevron trabalha com mão-de-obra que sequer passou pelo controle de entrada de estrangeiros nos aeroportos. A empresa nega esta acusação e afirma que até seus terceirizados estão dentro da lei.

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