"Nós temos que alterar as análises de risco’, diz oceanógrafo

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20 Novembro 2011

O vazamento da Chevron, que ocorreu em fissuras de uma fenda no leito do oceano, deve mudar os paradigmas da exploração de petróleo no Brasil. Essa é a opinião de David Zee, o oceanógrafo e professor da Uerj que atua como perito para a Polícia Federal no inquérito sobre este acidente. Ele afirma que a lição deste vazamento é que problemas como estes podem ocorrer em outras perfurações:

— O vazamento ocorreu em fissuras, microfissuras de uma fenda, que é uma fragilidade geológica do fundo do mar. Não fomos suficientemente cautelosos para prever este tipo de acidente. Ele com certeza fará parte do registro de acidentes e tem de ser incorporado às futuras análises de impacto ambiental, de análise de riscos de acidentes. Tem que haver simulações de diversos tipos de acidente e desenvolver protocolos específicos de salvaguarda.

A reportagem é de Henrique Gomes Batista e publicada pelo jornal O Globo, 20-11-2011.

O perito lembra que, sem um procedimento específico para este tipo de acidente, toda reação fica mais complexa:

— Não temos domínio completo sobre acidentes como este. Problemas além de 200, 250 metros são como se fossem um problema em outro planeta.

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