Líder extrativista assassinado fez alerta ao Incra

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30 Mai 2011

Quase seis meses antes de ser assassinado uma emboscada em Nova Ipixuna (PA), o líder extrativista José Claudio Ribeiro da Silva denunciou ao Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) que lotes do assentamento que ajudou a criar estavam ocupados por falsos assentados.

A reportagem é de João Carlos Magalhães e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 31-05-2011.

As denúncias foram feitas em dezembro do ano passado. Elas nomeiam os suspeitos, narram violências sofridas por assentados e pedem que o Incra intervenha nos conflitos.

De acordo com José Claudio - que foi morto há uma semana com sua mulher, Maria do Espírito Santo da Silva -, fazendeiros locais estavam usando "laranjas" para ocupar o assentamento e, com isso, "concentrar terra".

Em outro documento, de junho do ano passado, Maria detalhou como eram as ameaças que os dois recebiam. Os donos de madeireiras da cidade mandavam funcionários para vigiar o casal.

A reportagem procurou o ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, mas seu telefone estava desligado.