Dos 12 novos bilionários brasileiros em 2010, 08 são banqueiros

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10 Março 2011

O Jornal O Globo divulga a pesquisa da Revista Forbes, mostrando que em 2010, o número de bilionários brasileiros cresceu de 18 para 30, ou seja, um crescimento de 67%.

Destes novos 12 bilionários, nada menos que 8 são banqueiros, refletindo a ampla lucratividade do setor no país, gerada pelos imensos ganhos com as taxas de juros mais altas do mundo, incidentes sobre a dívida pública e também sobre os empréstimos a pessoas em empresas. Como os bancos aplicam boa parte de seu capital na dívida pública, com alta rentabilidade, não lhes interessa emprestar dinheiro a juros baixos.

A reportagem é da Auditoria Cidadã da Dívida, 10-03-2011.

Enquanto os rentistas bilionários ganham cada vez mais às custas do povo, o governo corta recursos de importantes áreas essenciais ao Estado, tais como a Polícia Federal. O Jornal de Brasília mostra a manifestação da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), protestando contra a provável inviabilização de ações, investigações e operações. Estão prejudicados também projetos de modernização como a reestruturação de carreiras, o adicional de provimento nas fronteiras,  os concursos para admissão de novos servidores policiais e administrativos, e o controle migratório nos aeroportos.

Outro país que cortou enormemente os gastos sociais – para atender a vontade dos rentistas - foi a Grécia, na esperança de obter a “credibilidade do mercado”. Porém, ainda assim as “agências de classificação de risco” rebaixaram a nota da dívida grega (ou seja, em bom português, anunciaram que havia grande risco do país não pagar sua dívida) e isto fez com que os rentistas exigissem juros cada vez mais altos para refinanciar a dívida, empurrando a Grécia para o FMI.

Agora, o jornal Estado de São Paulo mostra que parlamentares gregos querem que o governo processe a agência Moody`s por ter novamente rebaixado a dívida grega na segunda feira, logo na véspera de um novo empréstimo tomado pelo país, jogando os juros para cima, numa manobra altamente lesiva ao país.