Pochmann nega mudanças no Ipea: "Trabalho segue"

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14 Fevereiro 2011

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, nega que haja mudanças no comando ou na condução da instituição. O órgão, vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), segue seu trabalho normalmente sem qualquer alteração, disse Pochmann, por telefone, à Rede Brasil Atual.

"Não há nada nesse sentido (de mudança no comando do Ipea), nem oficialmente nem extraoficialmente", asseverou Pochmann. "O trabalho segue normalmente", enfatizou. A SAE, procurada, afirma que Moreira Franco não se pronunciou a respeito e pode fazer isso durante a tarde desta segunda. Desde a posse do ministro, no início de janeiro, nenhuma alteração foi promovida no Ipea, segundo o órgão.

A informação é de Anselmo Massad da  Rede Brasil Atual, 14-02-2011.

Na edição desta segunda-feira (14), uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo afirma que o ministro da SAE, Moreira Franco, estaria disposto a promover modificações no órgão. Pochmann é apontado como responsável pela linha de pesquisas adotadas pelo Ipea. Estudos mais voltados à desigualdade social, ao crescimento econômico e à qualidade do serviço público seriam alguns dos motivos de crítica por Moreira Franco.

Pochmann está no cargo desde 2007, primeiro ano do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele assumiu o posto no lugar de Glauco Arbix e manteve-se desde a transferência do Ipea do Ministério do Planejamento para a SAE, convivendo com os ministros Mangabeira Unger e Samuel Pinheiro Guimarães.

Por ter um posicionamento favorável à expansão de direitos trabalhistas e à intervenção do Estado na economia, Pochmann sofre, desde o início de sua gestão, críticas da mídia convencional e de setores ligados ao mercado financeiro. A saída de pesquisadores cedidos de outros órgãos federais ao Ipea, como Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli, gerou questionamentos de teor semelhante ainda em novembro de 2007.

Esses economistas, favoráveis a reformas de redução do Estado – como da Previdência, por exemplo – teriam perdido espaço dentro do organismo no período. O texto de O Estado de S. Paulo atribui também a João Sicsú, diretor do Departamento de Macroeconomia do Ipea, a responsabilidade pela linha adotada pelo órgão.

Pochmann é professor licenciado de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit).