Compreender a atualidade através de Agamben. Entrevista especial com Rossano Pecoraro

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03 Março 2009

Para o filósofo Rossano Pecoraro, o pensamento de Giorgio Agamben é muito significativo para compreendermos a atualidade. Além, disso, explica, “trata-se de um pensamento que ainda está se desdobrando, construindo, consolidando; que, certamente, possui os seus alicerces, as suas perspectivas já suficientemente definidas, mas que não deixa de ser algo a nós tão próximo e, portanto, bastante difícil de definir”. Sobre o estado de exceção, um dos conceitos agambenianos mais conhecidos, Pecoraro assinala: “A transformação em ‘regra’ e ‘paradigma político’ do nosso tempo do estado de exceção se dá, antes de tudo, porque as categorias fundamentais da tradição democrática ocidental entraram em crise ou perderam o seu significado (e alcance) “originário”. Entre outros assuntos, o entrevistado, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, analisa aspectos da mais recente obra de Agamben [1], Nudità, recém lançada na Itália.

Graduado em Filosofia pela Universidade de Salerno, Itália, Pecoraro é mestre e doutor em Filosofia, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), com a tese Infirmitas. Niilismo, nada, negação. É autor de, entre outros, Cioran, a filosofia em chamas (Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004), Niilismo e (Pós)Modernidade. Introdução ao pensamento fraco de Gianni Vattimo (Rio de Janeiro: Ed. da PUC-Rio; São Paulo: Edições Loyola, 2005) e Niilismo (Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2007). É coordenador executivo do Instituto de Estudos Avançados em Humanidades da PUC-Rio  e é um dos expoentes da chamada "geração 89", ou "pensamento pós-89", movimento intelectual que vivenciou os acontecimentos do ano que definiu os horizontes do Século XXI.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual é a importância do pensamento de Agamben para compreendermos a atualidade?

Rossano Pecoraro – Muito significativa. Estamos diante de um dos maiores filósofos da nossa época. Autor de uma reflexão eficaz e original quando intui, enfrenta e tematiza mediante um método arqueológico, que herda de Michel Foucault [2] as crises, as tensões, a deriva conceitual, os curtos-circuitos e as possibilidades talvez, que atravessam e caracterizam o presente. Há uma bela imagem no livro Che cos`è il contemporaneo, no qual Agamben, a partir de uma série de experiências (o atual e intempestivo, o antigo e o moderno, a luz e a obscuridade, por exemplo), traceja "o contemporâneo" como algo, ou alguém, que não busca adequar-se ou coincidir com a sua época, na qual, é bom lembrá-lo, está intensa e profundamente mergulhado, mas lhe diz "sim" e a interroga mediante um anacronismo, um hiato, um descolamento.

IHU On-Line – Quais são as maiores contribuições desse filósofo à política e filosofia?

Rossano Pecoraro – Não é simples responder a essa pergunta. E por várias razões. Antes de tudo, pelo fato de que Agamben, nascido em 1942, está em plena produção teórica. Trata-se de um pensamento que ainda está se desdobrando, construindo, consolidando; que, certamente, possui os seus alicerces, as suas perspectivas já suficientemente definidas, mas que não deixa de ser algo a nós tão próximo e, portanto, bastante difícil de definir. O que acabo de dizer não é nenhuma novidade para os cultores de coisas filosóficas com um mínimo de rigor e honestidade intelectual. Menos óbvio, creio eu, é acenar a uma outra dificuldade, ou seja, a escassez de sólidos comentários sobre a sua obra, daquilo que se costuma definir como "literatura crítica", favorecida por um dado bio/bibliográfico também pouco lembrado. Com efeito, Agamben começa a se afirmar tarde no cenário filosófico italiano, ou melhor, bastante recentemente: o primeiro livro importante, Homo Sacer (lançado pela Ed. UFMG), é de 1995; O que resta de Auschwitz (lançado pela Boitempo Editorial) de 1998; Estado de exceção (lançado pela Boitempo Editorial) de 2003 etc. Ele mesmo repete em entrevistas e ensaios que a sua investigação completa ainda não apareceu sob luz própria, que as escavações e as pesquisas que vem desenvolvendo estão longe de serem levadas a termo. Diante de um cenário deste tipo, o risco que se corre, em suma, é cair na banalidade e na glamourização ou, o que dá no mesmo, na crítica fútil mais ou menos preconceituosa das posições e das questões em jogo.

De todo modo, não vou eximir-me de responder e indicar algumas diretrizes gerais. Neste sentido, uma maneira eficaz para tentar reduzir eventuais arbitrariedades e injustiças e, portanto, para compreender a importância da produção teórica de Agamben, é inseri-la no contexto contemporâneo da tão ultrajada, sobretudo em âmbito brasileiro, "história da filosofia". Desta forma, é possível perceber com mais clareza e precisão o papel de Agamben, a retomada e o refinamento de conceitos-chaves – biopolítica, vida nua, estado de exceção, comunidade –, não apenas já delineados pela constelação de autores à qual se refere (Heidegger [3], Deleuze [4], Foucault, Benjamin [5], Hannah Arendt [6], Carl Schmitt [7] etc.), como discutidos a partir do começo dos anos noventa do século passado por outros importantes pensadores da atualidade (Jacques Derrida [8], Jean-Luc Nancy [9], Roberto Espósito [10], Toni Negri [11] e Michael Hardt [12] etc.). É como se as urgências teóricas e práticas do nosso tempo tivessem provocado, de fato, uma espécie de convergência filosófica para uma série bem delineada de temas e problemas decisivos, cruciais.

Quanto às contribuições de Agamben, gostaria de me manter em um plano mais geral, indicando algumas tendências, alguns movimentos da sua reflexão que me parecem extremamente importantes. Em primeiro lugar, a constatação, trabalhada desde o início com rigor e coerência, de que as categorias tradicionais da política (soberania, estado, povo etc.) desmoronaram, tornando-se absolutamente ineficazes, inúteis, para a compreensão do mundo contemporâneo no qual, e este é um ponto de grande interesse, o centro é ocupado pela "máquina governamental" que rege as sociedades ocidentais, pelo "problema da governamentabilidade" que ilude os cidadãos e camufla os ataques à liberdade e à democracia. O arcano da política declarou recentemente, "não é a soberania, mas o governo; não o rei, mas o ministro; não Deus, mas o anjo; não a lei, mas a polícia".

Método arqueológico
Em segundo lugar, é preciso destacar que o método arqueológico de Agamben, que não é precisamente o de Foucault, permite enfrentar com a radicalidade necessária mais um ponto crucial da filosofia contemporânea, vale dizer, a questão das dicotomias, dos pares conceituais, das oposições que dominam a metafísica (um exemplo por todos: democracia versus totalitarismo). A desconstrução, arqueológica e paradigmática, agambeniana da lógica binária subjacente transforma esses "conceitos" em algo mais contaminado, menos substancial e demarcado, em uma expressão "campos de tensões polares" que não só 1) ajudam a investigar e compreender a situação histórica na qual nos encontramos, como 2) possibilitam individuar "uma via de saída". O que de fato põe em xeque várias interpretações que consideram a obra de filósofo italiano permeada de um certo negativismo, ou pessimismo tardo-moderno.

Por fim, um aspecto pouco explorado e definido, que, porém, parece-me de extraordinária importância. Ou seja, um novo pensamento da técnica, uma sua re-apropriação em um sentido inaudito a partir das "relações" entre corpo e forma, biopolítica e vida nua.

IHU On-Line – Em que consistira o niilismo da beleza, ao qual se refere Agamben em Nudità?

Rossano Pecoraro – Devemos nos entender a respeito desse livro recém-lançado na Itália. Nudità (Nudez) é uma coletânea, bastante diversificada do ponto de vista temático, de ensaios e textos curtos, alguns dos quais já publicados no passado e que se concentram em argumentos como o sujeito e o impessoal, a calúnia na obra de Kafka, a fotografia, a dança, a práxis da arte... E principalmente em dois temas de grande importância, decisiva contribuição talvez ainda por-vir de Agamben à discussão contemporânea, vale dizer, a "inoperosidade" e a "estética da existência".

Quanto à expressão "niilismo da beleza", ela é usada quase de passagem e em um sentido bastante amplo, em um dos escritos, intitulado justamente Nudità, que compõem o livro. Niilismo, aqui, designa a redução da beleza a pura aparência. Trata-se de uma atitude, escreve Agamben, "comum a muitas belas mulheres", que, mediante essa "redução", esse "desencanto da beleza", essa forma "especial de niilismo", transfiguram a sua beleza em pura aparência, em mero "valor de exposição", cuja exibição dissolve toda ideia de que ela (a beleza) "possa significar algo que não ela mesma". Este niilismo, porém, denuncia também a presença de um fascínio singular, um abismo de conteúdos no invólucro da aparência, os segredos que se revelam na nudez quando ela ao mostrar-se declara com desdém e impudência: "Olhe então essa absoluta, imperdoável ausência de segredo!". A nudez, pois, que "como uma voz branca", sem máculas, inocente, "não significa nada e, exatamente por isso, traspassa-nos". E que, sobretudo, "desativa o dispositivo teológico" que afirma a distinção entre a graça e a corrupção, deixando entrever destarte "o simples, inaparente corpo humano".

IHU On-Line – Nosso mundo é obcecado pela beleza? Que evidências demonstram isso?

Rossano Pecoraro – Não sei se há evidências dessa obsessão. Há sim uma série de sinais que atravessam a atualidade: as capas de jornais e revistas, as tendências da moda e da propaganda, a influência da "personalidade" e dos "ideais" dos vários BBBs confinados nas casas espalhadas pelo mundo, a Ge-stell (termo heideggeriano de grande interesse, que traduzo, de acordo com Gianni Vattimo [13], como "im-posição") de padrões baseados na aparência, na busca pela perfeição, na recusa do envelhecimento etc. Todavia, o culto à beleza e ao corpo possui raízes, e razões, antiguíssimas; e os sinais do nosso tempo que nisso insistem devem ser interpretados de uma forma menos preconcebida, mais crítica e rigorosa. É o que Agamben faz.

IHU On-Line – A supremacia expressiva do rosto não está sendo suplantada por uma obsessão do corpo pela forma perfeita, por um padrão físico momentâneo?

Rossano Pecoraro – Na minha opinião, não se trata exatamente disso. Para Agamben, no ensaio que estamos examinando, a nudez de um corpo parece colocar em questão a supremacia do rosto; na verdade, porém, o corpo nu se põe "ele mesmo como rosto" e por sua vez o rosto carrega, desvela e exibe a nudez do corpo. Como disse em precedência, o que está em jogo é a tentativa de não pensar mais em termos de lógica binária, de oposições, dicotomias e substituições.

IHU On-Line – É possível conectar as de Nudità com o conceito de vida nua? Por quê?

Rossano Pecoraro – Não sei. Não temos muitas pistas para acompanhar essa reflexão ensaística (isto é: prova, experiência de pensamento, tentativa) sobre a nudez. De qualquer maneira, um primeiro passo para possíveis conexões deveria ser estudar as relações entre uma das categorias fundamentais no "sistema" agambeniano, justamente a "vida nua", a biopolítica e o anseio pela possibilidade de uma “nova política”, o método arqueológico e as ideias mais recentes que busquei sintetizar na resposta à sua terceira pergunta.

IHU On-Line – Como é possível que o estado de exceção tenha se tornado uma regra em nosso tempo?

Rossano Pecoraro – O pressuposto do “estado de exceção”, formulação diria “clássica” na história das doutrinas políticas e das teorias do direito com a qual Agamben se confronta a partir das obras de Carl Schmitt, é a máxima latina necessitas legem non habet (a necessidade não tem lei) que “legitima” a suspensão do sistema jurídico em nome de um princípio “superior” de necessidade e urgência afirmado para enfrentar situações que ameaçam a integridade e a vida do Estado. A transformação em “regra” e “paradigma político” do nosso tempo do estado de exceção se dá, antes de tudo, porque as categorias fundamentais da tradição democrática ocidental entraram em crise ou perderam o seu significado (e alcance) “originário”. Desta forma, abre-se um espaço enorme para o advento da “máquina governamental”, do domínio do poder executivo, de um governo democrático que detém o monopólio da força (e da polícia) e cuja ação de controle se exerce mediante um “decisionismo radical” que leva ao esvaziamento dos outros poderes (legislativo e judiciário), ao fim da política e a uma práxis de governo marcada por medidas provisórias, decretos de urgências e assim por diante. Essencial, para compreender a visão de Agamben, é refletir no fato de que este processo, ou seja, a criação de um estado de exceção permanente é “voluntária”, aceita pela grande maioria dos cidadãos e da opinião pública; ele não se impõe por vias subversivas ou golpistas, mas se insinua quase rasteiramente, de maneira absolutamente legítima e democrática.

IHU On-Line – Como o fenômeno do niilismo nos ajuda a compreender os conceitos de estado de exceção e vida nua?

Rossano Pecoraro – O niilismo é outra grande questão (talvez "a" questão) filosófica da contemporaneidade. Seria pouco útil, além de ineficaz, entrar aqui e agora no mérito da história do conceito de niilismo; das suas raízes; dos seus teóricos e dos seus críticos. Bastará lembrar que se trata de algo que recebeu as definições mais variegadas, sendo considerado, de fato, ora como fenômeno de certa forma “positivo” – quando mediante um trabalho de crítica e desmascaramento, através de um lúcido diagnóstico do presente nos revela a crise de fundamentos, o perigo de derivas autoritárias, a ausência de cada verdade, critério absoluto e universal e, portanto, convoca-nos diante da nossa própria liberdade e responsabilidade –, ora como movimento "negativo" quando, nessa dinâmica, prevalecem os momentos aniquiladores, os traços do declínio, do ressentimento, da paralisia; do “tudo-vale” e do perigoso silogismo: se Deus (a verdade, o princípio etc.) está morto então tudo é permitido. Creio que o itinerário cultural e filosófico de Agamben pode ser inserido na primeira trilha de significado. Deste modo, a contribuição do niilismo para a compreensão das noções essenciais do seu pensamento torna-se, à luz de quanto dissemos até agora, marcante e evidente.

Reportagem: Márcia Junges e Greyce Vargas

Notas:
[1] Giorgio Agamben é um filósofo italiano. Formado em Direito, com uma tese sobre o pensamento político de Simone Weil, é responsável pela edição italiana da obra de Walter Benjamin . Foi professor visitante na Università di Verona e na New York University, antes de renunciar de entrar nos Estados Unidos da America, em protesto contra a política de segurança do anterior governo norte-americano. Atualmente leciona Estética e Filosofia Teorética na Università IUAV em Veneza.

 

[2] Michel Foucault foi um filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984. Sua obras situam-se dentro de uma filosofia do conhecimento. As suas teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual é considerado por certos autores, contrariando a própria opinião de si mesmo, um pós-moderno.

 

[3] Martin Heidegger foi um filósofo alemão. É seguramente um dos pensadores fundamentais século XX quer pela recolocação do problema do ser e pela refundação da Ontologia, quer pela importância que atribui ao conhecimento da tradição filosófica e cultural.

 

 

[4] Gilles Deleuze foi um filósofo francês. Para ele "a filosofia é criação de conceitos", coisa da qual nunca privou-se. A sua filosofia vai de encontro à psicanálise, nomeadamente a freudiana, que aos seus olhos reduz o desejo ao complexo de édipo.

 

[5] Walter Benjamin foi um ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu alemão. Associado com a Escola de Frankfurt e a Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas como Georg Lukács e Bertolt Brecht.

 

 

[6] Hannah Arendt foi uma teórica política alemã, muitas vezes descrita como filósofa, apesar de ter recusado essa designação. Emigrou para os Estados Unidos durante a ascensão do nazismo na Alemanha e tem como sua magnum opus o livro "Origens do Totalitarismo". O trabalho filosófico de Hannah Arendt abarca temas como a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a condição laboral, a violência, e a condição de mulher.

 

[7] Carl Schmitt foi um jurista, filósofo político e professor universitário alemão. É considerado um dos mais significativos (porém também um dos mais controversos) especialistas em direito constitucional e internacional da Alemanha do século XX. A sua carreira foi manchada pela sua proximidade com o regime nacional-socialista. O seu pensamento era firmemente enraizado na fé católica, tendo girado em torno das questões do poder, da violência, bem como da materialização dos direitos.

 

[8] Jacques Derrida foi um importante filósofo francês de origem argelina, conhecido principalmente como criador da desconstrução. Seu trabalho teve um profundo impacto sobre a teoria da literatura e a filosofia continental.

 

 

[9] Jean-Luc Nancy é um filósofo francês considerado um dos pensadores mais influentes da França contemporânea.

 

 

[10] Roberto Espósito é um eminente filósofo contemporâneo que tem trabalhado com o tema da biopolítica no mesmo sentido "negativo" de Giorgio Agamben. O programa filosófico do italiano se define pelas noções de “comunidade”, entendida como o que nos obriga, nos une na dúvida, e a “imunidade”, intenção de autoconservação que domina a sociedade atual.

 

 

[11] Antonio Negri, também conhecido como Toni Negri, é um filósofo político marxista italiano. Ganhou notoriedade internacional nos primeiros anos do século XXI, após o lançamento do livro Império – que se tornou um manifesto do movimento anti-globalização – e sua sequência, Multidão, ambos escritos em co-autoria com seu ex-aluno Michael Hardt.

 

 

[12] Michael Hardt um teórico literário e filósofo político estadunidense. Talvez sua obra mais conhecida seja Império, escrita com Antonio Negri. A continuação de Império, denominada Multidão, foi lançada em agosto de 2004, e detalha a ideia de multidão como o sítio potencial para um movimento democrático global.

 

 

[13] Gianteresio Vattimo é um filósofo e político italiano, um dos expoentes do pós-modernismo europeu. Sua proposta filosófica é uma resposta à crise das grandes correntes filosóficas dos séculos XIX e XX: o hegelianismo com sua dialética, o marxismo, a fenomenologia, a psicanalise, o estruturalismo.

 

 

 

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