Pescadores atingidos pela usina de Belo Monte ficam sem rio e sem peixe, aponta atlas

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Por: Cesar Sanson | 30 Setembro 2015

O ISA lançou nessa terça-feira o mais recente diagnóstico sobre os impactos que a usina hidrelétrica de Belo Monte trouxe para a vida dos pescadores da região do entorno da hidrelétrica que está sendo erguida no rio Xingu, no Pará.

A reportagem é publicada no portal do Instituto Socioambiental - Isa, 29-09-2015.

O Atlas dos Impactos da UHE Belo Monte Sobre a Pesca chega no momento que o corpo técnico do Ibama desaprovou a efetividade das condicionantes da Licença de Operação de Belo Monte. O Atlas traz um recado claro: não se pode admitir que o Ibama autorize a operação da usina sem a devida compensação de pescadores indígenas e ribeirinhos pelos danos sofridos desde o início da instalação da usina.

A publicação aponta omissões do monitoramento de impactos feito exclusivamente pelo empreendedor. Relatórios emitidos pelo empreendedor concluem que a pesca no Rio Xingu não sofreu impacto em decorrência da usina. Os pescadores indígenas e ribeirinhos de toda a região confirmam que o peixe está sumindo rapidamente em meio à água que está mais turva, às luzes das obras que ficam acesas à noite e às explosões de dinamites. Excluídos do mapa de compensações do licenciamento ambiental, os atingidos ganham voz no Atlas, narram disputas entre pescadores tradicionais por recursos, áreas de pesca desaparecidas e condições alarmantes de insegurança alimentar e extinção do modo de vida.

O Atlas foi realizado através de uma parceria com as colônias de pescadores de Altamira e Vitória do Xingu, Associação Yudjá Mïratu, da Volta Grande do Xingu (AIMIX), Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A publicação foi lançada na cidade de Altamira com a presença dos organizadores da publicação, presidentes da colônia de pescadores de Altamira e Vitória do Xingu e pesquisadores convidados.

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