Vendas de defensivos agrícolas sobem 9% no Paraná

Mais Lidos

  • Inspirado na filosofia africana de Mogobe Ramose e pela história do Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental, Goiás, pesquisador defende que a pluridiversidade das comunidades quilombolas revela uma forma de existência fundada na ancestralidade, na reciprocidade e na multiplicidade das cosmopercepções.

    Pluridiversidade quilombola: quando a multiplicidade dos mundos se torna horizonte de justiça, pertencimento e resistência. Entrevista especial com Manoel Barbosa Neres

    LER MAIS
  • O que falta no programa de Lula. Artigo de Luiz Carlos Bresser-Pereira

    LER MAIS
  • A figura de Trump provavelmente pairará sobre a viagem do papa à América Latina

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: André | 17 Abril 2013

O mercado de defensivos agrícolas no Paraná movimentou US$ 1,124 bilhão em 2012, crescimento de 9% em relação ao ano anterior – US$ 1,029 bilhão. O aumento do uso desses produtos no estado se deve, principalmente, à ampliação das áreas de soja e milho. No Brasil, o setor registrou crescimento de 14%, saltando US$ 8,488 bilhões em 2011 para US$ 9,710 bilhões na temporada passada.

A reportagem é de Carlos Guimarães Filho e publicada no jornal Gazeta do Povo, 18-04-2013.

No contexto nacional, o Paraná aparece como o terceiro maior consumidor, com 11,6% do mercado de defensivos, índice semelhante ao de 2011 – 12,1%. À frente estão Mato Grosso, com 21,4%, e São Paulo, com 14,7%. Na sequência do estado paranaense aparecem Goiás (10,2%), Rio Grande do Sul (9,5%) e Minas Gerais (8,3%). “Se persistirem os problemas com a citricultura em São Paulo e resolverem as questões envolvendo o etanol, o Paraná pode ultrapassar [o estado paulista] este ano”, aponta o diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher. “Os grãos estão saindo de São Paulo, que tem apostado nas culturas anuais”, complementa.

Nacional

De acordo com a Andef e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), os bons preços das commodities no mercado internacional nos últimos 12 meses fizeram com que os produtores investissem em tecnologia para aumentar a produtividade. Isso inclui o controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Outra questão foi a antecipação na compra dos defensivos.

“Essa é a nova cultura. O agricultor transforma parte do resultado das suas vendas da produção em fertilizantes e defensivos agrícolas”, explica Amaury Sartori, vice-presidente do Sindag.

Entre as culturas, as lavouras de soja foram o destino de quase metade de todo os defensivos utilizados no Brasil – 47%. A explicação está no avanço da ferrugem da soja, que exigiu 1,5 bilhão de dólares dos agricultores para combater a doença.

A cana de açúcar representou 12,6% do mercado, o milho 9,4%, enquanto o algodão chegou a 9,3%. A laranja e o café foram as culturas que tiveram redução nas vendas dos produtos.

Para este ano, a previsão é o crescimento de 4% em relação ao ano passado.