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04 Novembro 2020

“Os Estados Unidos não têm nada a ensinar sobre eleições ou processos para a nomeação de um presidente ou de representantes parlamentares. A 'maior democracia do mundo' desempenhou um papel triste.”, escreve Pablo Jofré Leal, em artigo publicado por Segundo Paso, 04-11-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Eis o artigo.

 

O cenário eleitoral estadunidense mostrou a extrema polarização que vive os Estados Unidos, que nesta quinta-feira, 04 de novembro, ainda não definiu o vencedor entre o atual presidente, o republicano Donald Trump e o candidato opositor Joe Biden do partido democrata ante a necessidade de contar milhões de votos emitidos por correio e que podem mudar o rumo desta contenda.

Uma eleição muito particular que já se vislumbrava. Com insultos entre candidatos, ameaça de não reconhecer os resultados, acusações de fraude pelos votos enviados por correio, violência social: aumento da compra de armas pelos cidadãos, edifícios com tapumes para proteger de saques, milhares de policiais nas ruas, manifestações no mesmo dia da eleição, desconfiança no processo eleitoral, ausência de missões de observadores internacionais para garantir a transparência da eleição presidencial. Declarações de pena do inferno pelo candidato à reeleição se os votos não fossem contados como ele pregoa. Uma eleição que requer ainda definir alguns estados fundamentais.

Se falássemos de um país latino-americano, africano, asiático ou das zonas mais pobres da Europa, os meios de comunicação do mundo intitulariam: “Eleições Bananeiras” caso ocorresse algo como descrito no parágrafo anterior. Um marco que obrigaria aos governos do mundo a não reconhecer um processo, que não deu garantias de democracia, que organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia e líderes políticos exigissem uma nova eleição com plenas garantias de transparência onde as ameaças de não reconhecimento antecipado ficassem de fora. Onde um dos candidatos acusados de pouca transparência em suas contas e pagamento de impostos, o aparelhamento do poder judiciário com nomes a seu favor, implicam uma clara violação de exigência básicas de uma democracia limpa. Porém, o país do qual falamos são os Estados Unidos da América, e nisso o mundo e seus governos, majoritariamente, ficam obsequiosos e ficam com o anedótico, cegos, surdos e mudos com a superpotência, porém atacam os mais fracos.

Donald Trump, soberbo como sempre, apontava antes da contagem final e diante de uma possível derrota para o candidato democrata Joe Biden, esse resultado não estava em seus cálculos porque “ganhar é fácil, perder, não. Não para mim”. A batalha pela alma da nação democrática – o grito de “vamos ganhar por muito” está em vigor, mas não com a grandeza desejada sobre a máxima republicana de “Make America Great Again” e sua ideia de “vamos fazer história novamente” que está mais perto desse objetivo na finalização, que mostrou os erros dos institutos de pesquisa que deram a Biden uma vantagem de 7 pontos sobre Trump.

Um empresário avassalador como Trump, relutante em aceitar que outra pessoa está certa e que aparentemente pode continuar com suas malas na Casa Branca se não houver uma reviravolta nos estados que ainda não foram contabilizados. São quatro anos de uma roleta russa, onde era difícil saber em que momento seriam desencadeadas as incursões de medidas, sanções, bloqueios e ameaças de Trump à sociedade estadunidense e ao mundo, o que apesar de ser destacado em certas análises de não começar alguma guerra no estilo dos governos anteriores, foi o sustentáculo de regimes que continuaram com sua política de agressão como o sionismo contra a Palestina e países vizinhos. A favor da Monarquia Saudita e sua política de agressão ao Iêmen e apoio financeiro, militar e logístico aos grupos extremistas que atacaram o Iraque e a Síria.

Um Trump que abalou como um vespeiro a política externa dos Estados Unidos, destacando a mensagem e as ações de unilateralismo de Washington exemplificadas com: a retirada do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) retira o financiamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), que Trump acusou de ser submissa à Pequim. Um Trump que não reconhece o Tribunal Penal Internacional e protege a todo custo seus dois grandes parceiros no Oriente Médio: o sionismo, representado pela entidade israelense, e o wahhabismo, esteio ideológico da monarquia saudita. Ambas as ideologias e suas expressões de governo violam os direitos humanos dos palestinos, no caso de Israel, e da população do Iêmen, quando se fala da Casa de Al Saud. Sem que esses atos tenham gerado a menor decisão de sancionar os dois regimes.

Já na madrugada da quinta-feira, 4 de novembro, o caminho para a vitória está aberto, disse Biden na mensagem dada em Delaware, sede de sua campanha, tentando animar seus anfitriões que aguardam os resultados na Geórgia e no Arizona. Após esta mensagem, o candidato democrata foi para casa para esperar as palavras de Trump. Tendo em conta que o seu rival republicano antecipou que não reconheceria outro senão ele como vencedor, pois enquanto se aguarda o resultado nos estados do chamado cinturão da ferrugem, declarou que os democratas cometeriam fraude, chamando a população ao voto duas vezes, por correio e pessoalmente em um endereço ilegal. Um homem que assusta o país ao prometer uma verdadeira catástrofe se não for declarado vencedor.

Trump: o autoproclamado

E esse terreno de divisão Trump repetiu novamente às 02h20 da manhã da Casa Branca, cercado de apoiadores incondicionais. Lá, ao som de canções “patrióticas”, ele agradeceu ao povo e destacou seus resultados em estados-chave. “Obrigado por votar em nós hoje, embora um grupo de pessoas muito tristes esteja tentando nos afetar. Mas não vamos deixar isso acontecer. Estávamos nos preparando para comemorar e inesperadamente tudo foi cancelado. Vencemos a Flórida, o grande estado de Ohio, vencemos o Texas. É claro que vencemos a Geórgia (embora os resultados não estejam definidos). Também estamos vencendo a Carolina do Norte (não definida). No Arizona, temos muita vida lá (onde a vitória foi atribuída aos democratas). Estamos ganhando a Pensilvânia por uma diferença muito alta. Ganhamos estados de maneira muito ampla, mas o que aconteceu com as eleições? Isso é uma fraude, é uma situação vergonhosa para o nosso país. Vencemos esta eleição e queremos que a lei seja usada de maneira adequada. Iremos à Suprema Corte porque não é possível apurar às quatro da manhã”.

Testemunhamos um Trump que desconsidera a lógica de esperar pelos resultados finais, declarando-se o candidato vitorioso da noite. Convidado por Trump, o atual vice-presidente e companheiro de chapa para a reeleição, Mike Pence, foi cauteloso e em suas breves palavras apontou que “estamos a caminho da vitória” não falava de fraude como o seu chefe, consciente que é extremamente grave e vai gerar dificuldades que podem afetar ainda mais o ambiente político e social crítico dos Estados Unidos, também atingido pela pandemia de covid-19, que lidera o número de mortes e infecções em todo o mundo. Um Trump que usando sua arma preferida, o twitter, escreveu: “estão tentando roubar as eleições. Nós nunca vamos permitir isso. Não se pode contar os votos depois que as urnas estejam fechadas!”. Um tuíte que a própria empresa alertou era um aviso enganoso.

Joe Biden já havia antecipado o comportamento do presidente, quando nos dias que antecederam a eleição argumentou que as ameaças de Trump visavam gerar o caos social independentemente do resultado das eleições “ele diz e faz coisas como nenhum outro presidente no História dos Estados Unidos. Coisas ridículas, inadequadas e ilegais. Ele é um homem perigoso que mina a legitimidade do processo democrático americano”. Uma ideia já explicitada em 2016 pelo jornal The New York Times em um artigo intitulado “Donald Trump constitui uma ameaça à democracia?”, quando foi eleito presidente. Um homem perigoso é a definição que muitos analistas, políticos e até um ex-diretor da CIA como John Brennan atribuem a Trump.

Um John Brennan que também descreveu a reunião que Trump teve com o presidente russo Vladimir Putin em Helsinque em julho de 2018 como traição. Brennan disse à mídia que “nunca tivemos ninguém no escritório oval que alimentou tanto ódio em nosso país e atividades alimentadas que estão sendo realizadas. Quando vemos a tentativa de sequestro da governadora de Michigan, Gretchen Whitmer. Bem como ações agressivas nas caravanas de apoio a Trump onde o presidente não só não os condena, mas os incentiva. Também há indícios de que não está preparado para aceitar uma derrota eleitoral que tem como vencedor Joe Biden”. Um Brennan que também fala da conduta errática de Trump e que minou o prestígio das agências de inteligência, que também abusa de seu poder e restringe a liberdade de informação.

A congressista democrata de origem somali Ilhan Omar, antes da autoproclamação de Trump, alertou sobre o perigo dessa ação por meio de um Twitter “contar TODAS as cédulas não é o mesmo que votar. Não dá para parar de contar. Isso não é uma ditadura. Este homem é perigoso”. Em outro trinado e apelando para sua origem somali, a combativa congressista apontou “a ironia de se preocupar com o povo transformando os Estados Unidos em Somália, enquanto permite que Trump faça literalmente o que os ditadores somalis faziam. Despertem, ele está destruindo tudo que nos diferencia dos outros países”. Para a congressista democrata reeleita Alexandria Ocasio-Cortez. “A proclamação prematura da vitória de Donald Trump é ilegítima, perigosa e autoritária. Conte os votos. Respeite os resultados”. Ao senador Bernie Sanders de Vermont: “Vamos ser claros. Esta eleição não terminará quando Trump disser que acabou. Ela terminará depois que cada voto for contado. Isso inclui votos por correio com carimbos do dia da eleição, bem como votos militares. Esta é uma democracia. Quer Trump goste ou não, contamos cada voto”.

Declarações, que são uma amostra de um ambiente radicalizado pelo comportamento de um presidente que não aceita outra realidade política que não a sua, em eleições que se definem como históricas e que ainda estão por definir entre um Trump que anuncia o seu nome como vencedor e o candidato democrata, mais sóbrio, menos belicista e que fez um apelo para aceitar os resultados, quaisquer que fossem. O clima anterior ao encerramento da votação mostrou o medo da população onde as informações apontavam para o aumento da venda de armas e o fechamento com tapumes, grades e proteção armada em comércios e prédios de escritórios e governamentais. O ambiente ainda é rarefeito, agitado sobretudo pela irresponsabilidade de um Trump que afirma permanentemente que os democratas querem roubar sua vitória.

De acordo com várias pesquisas, incluindo da USA Today e da University of Suffolk, “três em cada quatro eleitores estavam preocupados com a potencial violência pós-eleitoral e apenas um em cada quatro estava ‘muito certo’ de que haverá uma transferência pacífica se Biden derrotar Trump. Mas também aumentaram os temores sobre o que pode acontecer, dada a incerteza de que o vencedor não será conhecido na noite das eleições”. Também há o relatório do International Crisis Group, organização que visa alertar sobre conflitos mortais no mundo, que disparou o alarme sobre as eleições nos Estados Unidos.

No nível parlamentar, esta eleição significou que os democratas obtiveram a maioria na Câmara dos Representantes e o Senado manteve a estreita diferença a favor dos republicanos (faltando alguns milhares de votos que poderiam mudar um pouco o panorama na Câmara Alta), o que significa um equilíbrio necessário para enfrentar o que está por vir pelos próximos quatro anos em um ambiente hiperfragmentado e polarizado que precisa de controle firme diante de uma possível reeleição de Trump e de uma ofensiva antidemocrática, que seria sentida desde o primeiro dia. No final deste artigo, Trump tem 213 delegados e Joe Biden 220 para a presidência. Os democratas elegeram 237 membros do Congresso de um total de 435.

Seja qual for o resultado final dessas eleições, a lição é que “as lutas devem ser travadas, que as pesquisas são ferramentas bastante desacreditadas, que os mortos que você matou gozem boa saúde”, embora isso seja prejudicial para grande parte do planeta. Os números de apoio a Trump mostram um presidente que conseguiu enfrentar uma campanha com suas peculiaridades e que isso significará fortalecer os estados onde ele triunfou em 2016 e lutar centímetro a centímetro pela presidência com o candidato democrata. Os republicanos, que até antes de Trump tinham nomes mais enquadrados na definição de moderados, hoje guiam sua lealdade sob a figura de um arrogante, um megalomaníaco, mas que consegue mantê-los no poder.

As vozes que pediram ao Partido Republicano para se acalmar não estão mais lá. Assim como o falecido ex-senador republicano e ex-candidato à presidência em 2008 John McCain, que confrontou dentro do partido como exercer a presidência de Trump em aspectos como a imigração, onde apontou que a postura anti-imigrante de Trump “encorajava os loucos”. Um McCain que criticou a conduta misógina do presidente dos EUA e se opôs à eliminação do Obamacare, recebendo em resposta a negação do ex-senador como herói de guerra.

No entanto, os resultados entregues até agora, seja a reeleição do 45º presidente dos Estados Unidos ou a eleição do 46º, mostraram o lado feio desses acontecimentos, com um bilionário, que fez de sua gestão presidencial uma pista de vaidade, arrogância e ameaças ao mundo que não concordavam com os objetivos de sua gestão governamental. A nível interno, dividindo o país entre “nós e eles – estes, em geral, os Estados que não votaram nele nas eleições anteriores”, e a nível internacional face à China, Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Federação Russa, República Islâmica do Irã e até mesmo seus próprios aliados quando questionaram suas decisões. Como aconteceu no caso da retirada de Trump do acordo nuclear, o chamado Plano Conjunto de Ação Abrangente (JCPOA), que havia sido assinado pelo ex-presidente Barack Obama no chamado G5 + 1: Estados Unidos, China, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha, tendo como contrapartida a nação persa.

A eleição presidencial de 3 de novembro nos Estados Unidos teve muito em jogo. Não só a luta bipartidária clássica neste país, dotado de uma democracia bastante particular, pois é uma democracia indireta, onde o voto popular leva à eleição dos colégios eleitorais que são os eleitores finais, 538 no total no país, que são os que definem o presidente deste país. Isso implica que, em certas ocasiões, não raramente, o vencedor da corrida não é exatamente aquele que obteve mais votos dos cidadãos, mas sim aquele que ultrapassou os 270 delegados do colégio eleitoral. Tal caso aconteceu com Al Gore e sua derrota na disputa em 2002 contra George W. Bush e em 2016 com a derrota de Hillary Clinton contra Donald Trump, apesar dos 3 milhões de votos que favoreceram Clinton em relação a Trump.

Nesta ocasião, a população estadunidense atendeu massivamente ao dever cívico, de forma extraordinária, com mais de 100 milhões de eleitores que emitiram antecipadamente sua preferência (65 milhões por correio e 35 milhões nos dias prévios à eleição nos lugares habilitados para tal efeito) e os milhões que se mobilizaram na terça-feira, 03 de novembro. Todos eles mostraram a cara de uma disputa acirrada, que não terminou ainda. Trump cujo apoio essencial em 2016 se vislumbrou principalmente na população branca do que denominamos cinturão da ferrugem (por seu processo de desindustrialização) em Wisconsin, Indiana, Minnesota, Michigan, Ohio e Pensilvânia, com facções ultradireitistas muito ativas, que ajudaram a polarizar um país que favorece essas posturas radicais, o discurso de ódio, os conceitos de ordem e segurança, com a defesa de valores conservadores, onde não importa apelar a essas considerações valorosas, mas mentir pelo Twitter e com fake news permanentes, que se tornaram em sua ponta de lança em sua disputa amarga com a imprensa e como projéteis que geravam efeitos mundiais.

Os chamados swing-states, como Flórida, Pensilvânia, Ohio, Carolina do Norte e Texas, favoreceram Trump, mostrando com esta decisão que Trump, com todas as críticas que podem ser feitas a ele, os representa, que eles não estão cansados de retórica agressiva de Trump e sua determinação em dividir a população americana entre “nós e eles”. Um Trump desqualificador contra Biden, que ele descreveu como um dorminhoco, um fantoche da esquerda radical, falhou, questionando permanentemente seu meio século de carreira política. Uma população que representa pelo menos metade do país legalmente qualificada para votar, o que demonstrou mais apoio do que rejeição a esse tratamento incomum e linguagem ofensiva que surge do trumpismo nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Amostra de uma campanha suja de Trump que não pôde deixar de mostrar sua cara mais execrável.

A homologação do vencedor ainda não foi definida e isso desgasta o ambiente político e social americano, com um Trump que já se declarou vencedor e com isso legitima que seus anfitriões, muitos deles pessoas com a decisão de sair às ruas armados, podem gerar um surto de consequências imprevisíveis. A ratificação do vencedor do ponto de vista jurídico será em meados de dezembro e a posse em 20 de janeiro de 2021, quando começa o 46º mandato de um presidente dos Estados Unidos, que pode ser o atual ou Joe Biden esperançoso de estreitar as diferenças que o separam de Trump, após um processo eleitoral iniciado há um ano, atormentado por acusações de abuso de poder, tráfico de influência, corrupção, nepotismo, suspeitas de fraude, desinformação e manipulações como estratégia política. Um panorama que, se fosse outro país, deveria obrigar e exigir a presença de missões de observadores, para avaliar a transparência dessas eleições e exigir padrões de limpeza.

Falo de transparência e padrões elevados como os Estados Unidos costumam exigir, permanentemente, daqueles países que costumam acusar de democracias imperfeitas, pouco diáfanas. Os Estados Unidos não têm nada a ensinar sobre eleições ou processos para a nomeação de um presidente ou de representantes parlamentares. A “maior democracia do mundo” desempenhou um papel triste. Não se viu, não se escutou e nem esteve presente o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que gosta tanto de luzes e microfones de televisão, quando se trata de criticar a Bolívia, Cuba ou Venezuela.

Não houve alertas da União Europeia sobre a declaração antecipada de Trump, que se autodenomina o vencedor, com todos os perigos que tais declarações podem gerar em uma sociedade polarizada. As manchetes dos principais meios de comunicação ocidentais não descreveram a democracia americana como uma democracia de fachada ou pelo menos muito distante do que se exige dos outros, vendo a palha no olho do outro, mas não o tronco no seu. Como se costuma dizer no jargão jornalístico “notícias em desenvolvimento”. Isso, em um país com 10 milhões de infectados e 250 mil mortes por covid-19, violência racial, crise econômica, socialmente tenso, armado até os dentes e com milhões de votos pelo correio ainda a serem apurados.

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