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08 Julho 2020

“A Igreja também tem que aprender ainda que alguns não estejam familiarizados com esta ideia”, disse Reinhard Marx, arcebispo de Munique e ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã, em entrevista à emissora de rádio Deutschlandfunk.

A reportagem é de Vida Nueva Digital, 06-07-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Ler os sinais dos tempos é uma afirmação que ressoa na Igreja, especialmente nos últimos anos, em que novas tecnologias e novos movimentos sociais mudaram a maneira de entender o mundo e as relações interpessoais. Mas hoje, 6 de junho, o arcebispo de Munique e o ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã, cardeal Reinhard Marx, aprofundaram ainda mais essa ideia de “o que Deus quer nos dizer hoje?” .

“A Igreja também precisa aprender, embora alguns não estejam familiarizados com essa ideia”, disse o cardeal em declarações à rádio Deutschlandfunk, divulgadas por Katholisch. “É preciso aprender lições não apenas de textos bíblicos e tradições eclesiais, mas também de movimentos sociais e conhecimentos científicos”, enfatizou.

Liberdade verdadeira

Da mesma forma, Marx afirmou que os movimentos sociais deveriam beber do ensino social católico em relação ao bem comum. Além disso, o cardeal refletiu sobre o significado da liberdade, defendendo que isso só é alcançado quando digo sim a um vínculo. “A união não é um obstáculo à liberdade, mas um pré-requisito”, afirmou.

O cardeal também reconheceu em sua entrevista o medo que sente pelas consequências que a pandemia de coronavírus deixará, desde a desigualdade às tensões sociais que poderiam ser geradas. “Muitas pessoas que tiveram uma situação comprometida antes da crise agora são ainda piores”, disse ele. Ao mesmo tempo, Marx enfatizou que o coronavírus mostrou “quão frágeis são nossas vidas, quão preciosas são, que liberdade e responsabilidade andam juntas, e que uma sociedade livre só pode existir se as pessoas cuidarem umas das outras”.

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