Bolsonaro sem paraquedas e sem filtros

Revista ihu on-line

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

No Brasil das reformas, retrocessos no mundo do trabalho

Edição: 535

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

No Brasil das reformas, retrocessos no mundo do trabalho

Edição: 535

Leia mais

No Brasil das reformas, retrocessos no mundo do trabalho

Edição: 535

Leia mais

No Brasil das reformas, retrocessos no mundo do trabalho

Edição: 535

Leia mais

No Brasil das reformas, retrocessos no mundo do trabalho

Edição: 535

Leia mais

Mais Lidos

  • Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, um novo passo de “um 'kairós' para a Igreja e o mundo”

    LER MAIS
  • “O Judiciário foi usado como vingança e impediu que a democracia siga seu curso”, afirma a antropóloga Lilia Schwarcz

    LER MAIS
  • Padre chileno renuncia pouco antes da ordenação episcopal

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

11 Dezembro 2018

O capitão poderá prescindir da imprensa e dos jornalistas. O que não deve ignorar é que eles não prescindirão dele.

O comentário é de Juan Arias, jornalista, publicado por El País, 11-12-2018.

Jair Bolsonaro, no ato solene de sua diplomação como Presidente da República na sede do TSE, revelou que pensa governar sem paraquedas e sem filtros. Não gosta da imprensa clássica que o poder tanto bajulou no passado.

O capitão da reserva e paraquedista do Exército deixou claro que sua relação com a sociedade será feita diretamente com as pessoas, através das redes sociais “sem intermediários”, cara a cara, twitter a twitter, a qualquer momento do dia e da noite.

De acordo com o novo presidente “o poder popular já não precisa de intermediários”. Adeus, portanto, às mediações diplomáticas, aos assessores de imprensa, às entrevistas jornalísticas coletivas. Para que se a tecnologia permite que ele se comunique sem filtros com as pessoas?

O primeiro gesto simbólico que confirma a postura revolucionária de Bolsonaro foi protagonizado durante a diplomação quando o espaço reservado ao seu encontro com a imprensa ficou vazio. Ele não apareceu.

Será uma revolução na comunicação de um Presidente com a população diretamente, ao vivo, sem que precise se submeter a perguntas indiscretas dos intermediários da comunicação?

O novo presidente sabe que os 57 milhões de votos que o levaram ao Planalto não foram dados pelas televisões e os grandes jornais, que o criticaram. Foram as redes, seus desabafos ao vivo, seu cara a cara com as pessoas.

Se não voltar atrás em seu propósito, certamente teremos um Presidente da República inédito, onipresente, que pode surpreender a qualquer momento com suas declarações. A pergunta que não pode deixar de ser feita é se esse novo modo de se comunicar com a sociedade sem filtros e intermediários será prerrogativa sua ou permitirá que tal revolução possa ser imitada por seus ministros, por seus três inquietos filhos e também sem paraquedas diplomáticos.

É uma aposta de risco. Moderna, sem dúvida, mas não isenta de graves perigos dada a responsabilidade e o poder que o Presidente da República exerce no Brasil.

Bolsonaro poderá esnobar a imprensa tradicional, se negar a usá-la e evitar seu assédio, algo que é parte intrínseca da imprensa que somente sendo oposição será fiel a sua missão de vigiar o poder e seus possíveis desmandos e pecados.

O capitão poderá prescindir da imprensa e dos jornalistas. O que não deve ignorar é que eles não prescindirão dele. Serão como uma mosca que o perseguirá gostando ou não.

A democracia tem suas regras e as instituições sua função e sua liberdade de ação. Melhor para todos, como se dizia no velho jornalismo, que seja tudo “à luz do dia”.

A verdade, por mais dura e criativa que seja, nunca deveria ter medo de ser questionada e iluminada. O medo à informação continuará sendo, com ou sem redes, a pior imagem que pode desejar transmitir um presidente que não tem nada a esconder.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Bolsonaro sem paraquedas e sem filtros - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV