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13 Novembro 2018

Novas pesquisas do CHHS descobriram que a exposição a certos poluentes do ar está ligada ao aumento das consultas do departamento de emergência (DE) para doenças respiratórias e cardiovasculares.

A informação é Jiaxi Zhang, publicada por George Mason University. A tradução e edição são de Henrique Cortez.

A Dra. Jenna Krall liderou a pesquisa com colegas da Emory University, do Georgia Institute of Technology e da University of Pittsburgh. Eles descobriram que a exposição a poluentes como ozônio e óxidos de nitrogênio ao nível do solo, que são criados a partir da queima de combustíveis fósseis, levou a um aumento nas visitas de emergência. O estudo foi publicado online em agosto e será publicado na edição de novembro da Environment International.

“Descobrimos que os poluentes primários – aqueles que são emitidos diretamente de uma fonte, como o escape de automóveis – foram associados a visitas de emergência para doenças cardiovasculares e respiratórias”, explica Krall. “Além disso, os poluentes secundários – aqueles que são formados por reações químicas no ar – estavam ligados a visitas de emergência para doenças respiratórias”.

Embora a maioria dos estudos anteriores tenha sido conduzida em nível de cidade única, este estudo analisou a poluição em cinco cidades – Atlanta, Birmingham, Dallas, Pittsburgh e St. Louis. Os pesquisadores analisaram as associações entre as visitas de emergência cardiorrespiratória e os doze principais poluentes atmosféricos para examinar as mudanças de curto prazo na saúde, já que a poluição varia diariamente. “Ao olhar para as cinco cidades, esperamos ter uma noção melhor de como essas associações se mantêm em geral, em vez de em cidades individuais”, observou Krall.

Esse também é um dos primeiros estudos de multicidade a analisar vários poluentes atmosféricos, incluindo gases e partículas, e múltiplas causas de visitas a emergência, como asma e acidente vascular cerebral. É um estudo maior e mais abrangente do que o trabalho anterior que analisou comumente um poluente e vários resultados de saúde, ou múltiplos poluentes e um resultado de saúde.

“No final das contas, esta pesquisa tem implicações sobre como pensamos sobre as futuras regulamentações sobre poluição, porque a maneira como regulamos os poluentes pode diferir entre a poluição primária e a secundária”, explica Krall.

Referência:

A multicity study of air pollution and cardiorespiratory emergency department visits: Comparing approaches for combining estimates across cities R Krall, Jenna & Chang, Howard & Waller, Lance & Mulholland, James & Winquist, Andrea & Talbott, Evelyn & R Rager, Judith & E Tolbert, Paige & Sarnat, Stefanie. (2018). Environment International Volume 120, November 2018, Pages 312-320

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