Steve Bannon, a borboleta trumpista

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05 Outubro 2018

Entre o turbilhão de movimentos para contatar todos os partidos e os governos populistas de “Europa a 27”, e dos Estados Unidos para apoiar os candidatos de Trump nas próximas eleições, Steve Bannon encontrou tempo para uma entrevista para Il Tempo (29 de setembro 2018) propondo "o movimento", que ele fundou como motor para o suicídio da Europa.

A reportagem é de Lorenzo Prezzi, publicada por Settimana News, 03-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A brilhante ideia é substituir o sonho de De Gasperi, Adenauer e Schuman com aquele de Orban, Zeman e Salvini: retornar à Europa das nações. O Brexit e a saída do euro são suas pequenas e consistentes consequências. Além disso, os Estados Unidos, a China e a Rússia bastam e sobram para administrar a nova desordem mundial e o ocaso definitivo do Ocidente. Uma pequena peça do projeto está sendo executada graças ao novo governo italiano com o pessoal do 5Stelle e da Lega que estão aplicando “o discurso de Trump na ONU".

Mas, como bom católico, Bannon não se exime da necessidade de ministrar uma "dura lição" para a Igreja e para o Papa Francisco, culpados de não serem fans do populismo e do nacionalismo. Com a superioridade presunçosa de um mestre, ele lista as graves deficiências do pontífice:

  • sujeita a conferência episcopal italiana (ele diz patrocina) para definir como um “mal” o ressurgimento do nacionalismo;
  • assina um acordo com o governo chinês para a nomeação dos bispos, "com o qual seis milhões de católicos devotos na China são vendidos" para o regime;
  • impõe aos migrantes terem filhos em vez de promover a fertilidade de casais e famílias italianas;
  • como todos os jesuítas, está sob a influência da "escola marxista de Frankfurt" e contagiado pela "teologia da libertação";
  • administra a “instituição temporal da Igreja ... de forma imprudente";
  • não prepara o dinheiro para pagar as vítimas da pedofilia dos padres;
  • "A Igreja não será mais um poder temporal, porque terá que vender suas propriedades".

O núcleo do argumento é de uma evidência brilhante: o papa "é infalível em matéria religiosa e doutrinal, mas é muito falho quando se trata de política". Como se dissesse: o dogma está certo, mas não a doutrina social. Não poderia faltar o apoio ao probo testemunho de dom Carlo Maria Viganò e à sua indicação: “o papa não deve renunciar". Sem considerar, aliás, que Viganó disse o contrário. Só que não o repetiu mais tarde.

Os rápidos e imprevistos volteios das borboletas ajudam a compreender os novos campeões da fé.

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