Estudo chinês relaciona poluição à redução da atividade intelectual

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30 Agosto 2018

Os cidadãos que vivem em áreas com elevados índices de poluição podem ter seu discernimento intelectual reduzido a um nível equivalente ao de ter recebido um ano a menos de educação, segundo estudo elaborado na China e publicado nesta terça-feira (28) na imprensa especializada.

A reportagem é publicada por Agência EFE e republicada por Amazônia.org, 28-08-18.

Os níveis cognitivos foram afetados especialmente em testes de linguagem e matemática, sendo os homens mais atingidos do que as mulheres. Os maiores de 64 anos formam o grupo de idade mais prejudicado.

O estudo, feito pelos especialistas Zhang Xiaobo, Zhang Xin e Chen Xi, acrescenta efeitos cognitivos aos já conhecidos problemas físicos que podem ser causados pela poluição.

A pesquisa, publicada no último número da revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences, foi realizada com uma amostra de 20 mil pessoas na China, entre os anos 2010 e 2014.

Comparando testes de linguagem e aritméticos dessas pessoas com índices de dióxido de nitrogênio e de enxofre (componentes da poluição atmosférica) nas localidades onde viviam, os especialistas deduziram que onde há maior nível de poluição estão os piores resultados.

Para o grupo dos maiores de 64 anos, a perda intelectual “equivaleria a vários anos a menos de educação”, afirmou Chen Xi, professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que a poluição causa diretamente 7 milhões de mortes anuais no mundo, embora até agora sejam investigados sobretudo os efeitos físicos dessa poluição, acima dos mentais.

Algumas cidades chinesas, entre elas Pequim, se situam entre as mais poluídas do mundo, embora na última meia década o governo deste país tenha declarado “guerra à poluição”, que teve efeitos positivos, já que caíram os índices de partículas contaminantes no ar e os dias de alerta.

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