Chile reivindica ao Vaticano os registros canônicos de nove padres imputados por pedofilia

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03 Agosto 2018

O Ministério Público tem previsto reivindicar o “informe Scicluna”, sem descartar uma eventual declaração do Papa.

A Conferência Episcopal desconhece os possível detalhes da eventual destruição de documentos.

A reportagem é publicada por Religión Digital, em 02-08-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O Ministério Público, por meio da chancelaria, enviou ontem três requerimentos à Santa Sé para solicitar os registros canônicos de nove clérigos imputados por abusos sexuais na diocese de Valparaíso, Metropolitana Sur e Araucanía.

Trata-se de um ofício, de caráter reservado, que poderia ter continuidade, com a petição formal do “informe Scicluna” e, finalmente, com um pedido para coletar a declaração do Papa Francisco, dentro da investigação global contra o possível encobrimento da Igreja chilena nesses casos, incluindo a destruição de documentos.

“O Ministério Público não descarta apresentar novas solicitações ao Vaticano”, destacaram certas fontes, que recordaram que o organismo investiga 158 pessoas relacionadas à Igreja Católica, em 144 casos de abusos sexuais, ou de outros tipos, contra 266 vítimas, no Chile.

Outra aresta é a destruição de provas “por parte de quem se encontrava encarregada dos arquivos”, tal e como denunciou o fiscal Emiliano Arias. Nesse sentido, o porta-voz da Conferência Episcopal Chilena, Jaime Coiro, assegurou desconhecer uma eventual destruição de documentos sobre abusos sexuais cometidos por sacerdotes.

Os bispos “não tinham antecedentes de destruição de documentos”, destacou Coiro, que adicionou que “não se sabe a que documento se referia, então mal se podem tomar decisão sobe situações que não se conhecem. Na medida que se conheçam, as respectivas jurisdições poderão fazer o próprio”.

Durante a reunião extraordinária que estão levando a cabo em Punta del Talca, os bispos chilenos estão abordando a delicada situação que vive a Igreja Católica pelas denúncias de abusos sexuais contra menores de idade. Na reunião escutaram a opinião de uma série de convidados.

“Também se realizou uma primeira abordagem do atual cenário e sobre o que se assegurou que se tem cooperado com o Ministério Público e com a investigação que se leva a cabo”, agregou.

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