Bolívia: os bispos defendem a preservação do meio protegido indígena do TIPNIS

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14 Agosto 2017

A Conferência Episcopal Boliviana, através de sua Secretaria Geral, após a recente intervenção de Mons. Sergio Gualberti, Arcebispo de Santa Cruz de la Sierra, também expressou preocupação sobre a iniciativa legislativa que visa revogar a preservação do TIPNIS (Território Indígena y Parque Nacional Isiboro-Secure), uma área protegida de 12 mil quilômetros quadrados ao norte de Cochabamba, instituída desde 1990 como território indígena.

A informação é publicada por Servizio Informazione Religiosa - SIR, 12-08-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

O projeto de lei, destinado à construção de uma grande estrada através do território, está despertando manifestações e protestos, especialmente entre a população indígena. De acordo com a Igreja colombiana - que cita referências a seus documentos anteriores, como a carta pastoral "O Universo, dom de Deus para a vida" - "uma estrada que atravesse este território representa uma séria ameaça para o ambiente natural mais do que um progresso para os povos indígenas".

Ao mesmo tempo, "condenamos as declarações de algumas autoridades governamentais que associam a Igreja Católica a grandes propriedades fundiárias e interesses escusos". A nota ressalta que na área do TIPNIS a Igreja Católica tem uma única propriedade, o Instituto Agrícola Tecnológico "Kateri Tekakwitha", de 1.664 quilômetros quadrados, que atualmente acomoda 80 alunos das comunidades do TIPNIS.

De acordo com o episcopado "um debate sério e responsável sobre a proteção e promoção das comunidades indígenas no TIPNIS deve ser realizado de forma livre de qualquer tipo de pressão e interesses ideológicos e políticos, colocando em primeiro plano o interesse das comunidades envolvidas, o bem comum de toda a sociedade, e o respeito pela criação".

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