Uma reunião de cúpula contra o mercado selvagem do cobalto na África

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12 Julho 2017

O mercado do cobalto está em plena expansão. Um metal raro, fundamental para a produção das baterias de lítio para smartphones, laptops, máquinas fotográficas e veículos elétricos. Desde o início de 2017, o valor do cobalto saltou 70% nos mercados mundiais, enquanto, no ano passado, o seu valor aumentou em um terço.

A reportagem é publicada por L’Osservatore Romano, 11-07-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

De acordo com os especialistas, nos próximos anos, a demanda desse mineral deverá aumentar em 500%. Justamente por isso – segundo a imprensa – está sendo preparada uma grande reunião de cúpula africana que terá como objetivo regular o setor. O valor comercial também deverá crescer de modo decisivo porque a produção não poderá manter o ritmo da demanda internacional.

Entretanto, o mercado do cobalto, por enquanto, não é um mercado regulamentado. Os principais recursos mundiais estão localizados na África, particularmente na República Democrática do Congo. A ex-colônia belga, no coração da região instável dos Grandes Lagos, garante 60% da produção mundial. No sul da República Democrática do Congo, na fronteira com a Zâmbia, encontra-se a maior mina de cobalto do mundo, a Mutanga Mining.

Quem divide os negócios mundiais do cobalto em um país dilacerado por conflitos são, em sua maioria, multinacionais chinesas, estadunidenses e suíças. Por um lado, o mineral é utilizado para produzir inovação tecnológica e veículos verdes, por outro, produz exploração do trabalho infantil nas minas congolesas e um elevado custo em termos de vidas humanas e poluição ambiental.

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