Rio Doce: 1 Ano de Lama e Luta

Revista ihu on-line

Sistema público e universal de saúde – Aos 30 anos, o desafio de combater o desmonte do SUS

Edição: 526

Leia mais

Karl Marx, 200 anos - Entre o ambiente fabril e o mundo neural de redes e conexões

Edição: 525

Leia mais

Junho de 2013 – Cinco Anos depois.Demanda de uma radicalização democrática nunca realizada

Edição: 524

Leia mais

Mais Lidos

  • Bolsonaro e seu estranho Deus das armas

    LER MAIS
  • Decisão histórica. Nos EUA, Monsanto é condenada a pagar multa milionária por herbicida

    LER MAIS
  • Francisco, aos jovens: "Uma Igreja fechada e clerical é um escândalo, uma perversão"

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

07 Novembro 2016

Na manhã deste sábado (5/11), ativistas do Greenpeace se juntaram a cerca de 1000 pessoas do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) para pedir justiça aos milhares de afetados pela lama das mineradoras Samarco, Vale e BHP. Um ano após o rompimento da barragem de Fundão, que destruiu a bacia do Rio Doce, as empresas pouco fizeram para reparar os danos que causaram.


Ato pede justiça às 20 pessoas que perderam a vida e aos milhares de afetados pela lama das mineradoras Samarco, Vale e BHP. Foto:©Yuri Barichivich/Greenpeace

A reportagem é publicada por Greenpeace, 05-11-2016.

Para transmitir essa indignação ao Brasil e ao mundo, cobrar reparações e não deixar que esse desastre seja esquecido, o Greenpeace e o MAB instalaram 21 cruzes sobre a lama, simbolizando as pessoas que perderam suas vidas em função do desastre; e escreveu a palavra JUSTIÇA em uma área de 320 metros quadrados nos muros que ainda resistiram da escola – uma última lição de ensino para aqueles que ainda negligenciam os direitos humanos e do meio ambiente.

“Queremos impedir novas tragédias como esta e por isso não podemos esquecer o que houve aqui. O Rio Doce e os atingidos precisam que a justiça seja feita e que a Samarco, a Vale e a BHP cumpram com a sua responsabilidade de reparação”, diz Fabiana Alves, da campanha de Água do Greenpeace.

A manifestação foi pacífica e não se intimidou com a chuva que caiu no início da manhã, deixando ainda mais barrento o local. Os atingidos de várias localidades chegaram por volta das 10h. Entre muitas recordações emocionadas daqueles que reviam suas casas completamente destruídas, eles deixavam claro: “estamos vivos e somos muitos”. Durante a celebração de um culto ecumênico, 21 jovens do MAB e do Levante Popular da Juventude também fizeram uma intervenção artística, com seus corpos cobertos de lama e segurando cruzes, dramatizaram as dores de quem perdeu familiares, seus lares, a própria dignidade.

O número de vítimas da lama foi atualizado no dia 15 de outubro com a morte do produtor rural de Bento Rodrigues, Henrique Gonçalves Bretas, 50 anos, em decorrência de depressão e problemas de saúde adquiridos após o desastre.

No dia 31 de outubro, 400 pessoas partiram de Regência, litoral do Espírito Santo, onde está a foz do Rio Doce, para percorrer os 700 km de suas margens, passando por nove localidades até chegar em Mariana (MG), no dia 2 de novembro.“Queremos que Bento Rodrigues seja reconstruída o mais rápido possível e que as pessoas atingidas sejam ouvidas, que participem dos processos decisórios. Passado um ano, só o emergencial foi feito e muitos ainda estão sem receber qualquer indenização ou ajuda”, denuncia Sôniamara Maranho, da coordenação nacional do MAB.

Em solidariedade, movimentos sociais e apoiadores de 12 países enviaram seus representantes para o ato, como os similares ao MAB da Argentina e da Colômbia, os atingidos pela Chevron no Equador e o sindicato dos trabalhadores da Vale no Canadá.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Rio Doce: 1 Ano de Lama e Luta - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV