A Pan-Amazônia supera os 40 mil falecidos pela Covid-19

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13 Janeiro 2021

A pandemia da Covid-19 está se tornando um foco de morte e desolação em muitos lugares do mundo. Um deles é a Pan-Amazônia, uma região que ao longo da história tem sido atingida por diferentes pandemias, sempre chegadas de fora. Os números da Covid-19 são assustadores, como mostra o último informe da Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM, com data de 11 de janeiro de 2021.

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

Segundo os números recolhidos pela REPAM, já são 1.715.410 contagiados na Pan-Amazônia e 40.320 falecidos. Mesmo sendo números altos, existe a suspeita de uma alta subnotificação. Na região amazônica a vacina ainda não está sendo aplicada, o que eleva o risco numa população, especialmente os povos originários, com baixa imunidade diante de doenças chegadas de fora. Junto com isso, o sistema de saúde na região é altamente precário, o que exige uma maior atenção por parte dos diferentes estados, que na maioria dos casos não está sendo dada.

No caso do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o mais atingido pela doença em toda a Pan-Amazônia, o número de contagiados é de 258.768 e 6.230 falecidos, numa população que não chega em 5 milhões de pessoas. Manaus é a circunscrição eclesiástica com o número mais elevado de contágios e falecidos, com 104.405 contagiados e 3.919 falecidos, segundo números oficiais. Esses números têm aumentado exponencialmente desde o início do ano, o que levou a arquidiocese de Manaus a suspender as celebrações e encontros até o próximo dia 22 de janeiro.

Diante dessa realidade, a vacina se apresenta como uma necessidade cada vez mais urgente, ainda mais na região amazônica. Nesse sentido, vários episcopados que fazem parte da Pan-Amazônia têm se posicionado exigindo planos de vacinação urgentes. Em sua mensagem de Ano Novo, o presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), e da Conferência Episcopal Peruana, Dom Miguel Cabrejos, afirmava que “a esperança do acesso à vacina para todos é uma necessidade urgente e uma exigência de todos os setores da sociedade”, palavras que a cada dia que passa cobram maior urgência.

No mesmo sentido tem se pronunciado a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, a través da sua presidência. Dom Walmor Oliveira de Azevedo tem insistido em que “é urgente cobrarmos celeridade dos nossos governantes para o início da campanha de vacinação”. Diante de tantas notícias falsas sobre a vacina, o presidente do episcopado brasileiro faz um chamado a não nos deixar enganar, insistindo em que “as vacinas, antes de chegar na população, são amplamente testadas por variadas equipes de cientistas independentes, sem compromissos ideológico-partidários”.

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