‘Talvez pelo fato de ser negro, acham que é bandido’, denuncia padre

Revista ihu on-line

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Bioética e o contexto hermenêutico da Biopolítica

Edição: 513

Leia mais

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Bioética e o contexto hermenêutico da Biopolítica

Edição: 513

Leia mais

Mais Lidos

  • A quem interessa a onda de intolerância religiosa que sacode o Brasil?

    LER MAIS
  • Amplia-se a distância entre Francisco e a Igreja dos EUA: papa envia Parolin em missão

    LER MAIS
  • Antes era melhor? Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

14 Novembro 2017

‘Talvez pelo fato de ser negro, acham que é bandido’, criticou o padre Odair Gonçalves Bezerra na missa de 7º dia de Luan Gabriel, 14, morto pela PM.

A reportagem é de Arthur Stabile e Jeniffer Mendonça e publicado por Ponte, 13-11-2017.

A missa de sétimo dia da morte de Luan Gabriel Nogueira de Souza, de 14 anos, ficou marcada pelo desabafo do padre Odair Gonçalves Bezerra. Responsável pela cerimônia, o religioso afirma ter sido alvo de racismo ao ser abordado diversas vezes por policiais militares.

“Aqui em Santo André, eles (policiais) são agressivos nas abordagens. Já fui parado não sei quantas vezes, me apresentei como padre, talvez pelo fato de ser negro, ou por estar dirigindo um carro preto, acham que é bandido, é ladrão. Já passei diversos constrangimentos, sobretudo na periferia. Nunca fui tão constrangido quanto aqui. Há policiais que agem de uma maneira brutal, como se todo mundo fosse bandido, fosse ruim”, denunciou Bezerra, durante a missa.

 

Luan Gabriel morreu com um tiro no pescoço após abordagem policial na periferia de Santo André, na Grande São Paulo, no dia 5 de novembro. Os policiais militares Alécio José de Souza e Adilson Antônio Senna de Oliveira foram afastados do serviço na rua até o fim das investigações, mas continuam a receber salário. Em relato à Corregedoria, o cabo De Souza admitiu ter dado três disparos com sua arma, de calibre .40 (uso exclusivo da Polícia Militar), durante a ação.

Antes da missa, um protesto organizado por familiares e amigos do garoto, que cursava o 9º ano do ensino fundamental foi feita na Viela 7, próximo da Rua Parauna, onde Luan Gabriel morreu.

“Não pode cair no esquecimento a morte do Luan, até porque poderia ser protegido por aqueles que têm autoridade de proteger a sociedade e não causar uma destruição”, seguiu o padre. “É preciso que o povo acorde, sobretudo nesse momento, que se una para repensar no papel da polícia nos bairros carentes. As maneiras, as abordagens, o jeito como eles entram (nos bairros), desrespeitando as famílias, as pessoas que tem hombridade, honestas. Isso tem que parar de vez”.

Testemunhas da morte do adolescente relataram à Corregedoria ameaças feitas por um dos PMs envolvidos na ação. Segundo os PMs, eles abordaram um grupo de jovens suspeitos de furto de uma moto quando os jovens correram. Na fuga, os cabos alegam que um deles, descrito como de cor parda, 1,70 m de altura, magro, aparentando 20 anos e de bermuda, empunhava um revólver calibre 38 e disparou.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - ‘Talvez pelo fato de ser negro, acham que é bandido’, denuncia padre

##CHILD
picture
ASAV