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09 Março 2017

Quase 170 anos após os primeiros movimentos sociais em prol da igualdade entre homens e mulheres e emancipação feminina, uma parcela expressiva da sociedade moderna ainda diz preferir que elas fiquem em casa em vez de ter trabalho remunerado.

É o que sugere um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho, que diz que 27% das mulheres e 29% dos homens no mundo preferem que elas não tenham emprego.

A informação é publicada por BBC Brasil, 08-03-2017.

A região que teve o menor número de entrevistados com essa visão foi a Europa Ocidental, onde apenas 13% das mulheres e 12% dos homens disseram preferir que as mulheres ficassem em casa. Do outro lado do espectro está o norte da África, onde 32% das mulheres e 51% dos homens se posicionaram desta forma.

O estudo feito pelo instituto de pesquisa Gallup ouviu 149 mil pessoas de 142 países e territórios, entre eles o Brasil, onde foram constatados índices bem próximos da média global.

Entre os brasileiros, 28% das mulheres e 32% dos homens disseram preferir que as mulheres não tenham um emprego.
Ao mesmo tempo, os entrevistados brasileiros se manifestaram de forma muito mais positiva quando questionados se seria aceitável que as mulheres de suas famílias tivessem trabalhos remunerados.

Enquanto no mundo 83% das mulheres e 77% dos homens disseram que sim, no Brasil, esses índices foram de 96% e 94% respectivamente.

Grau de instrução

A pesquisa também constatou que, quanto maior o grau de instrução, menor a proporção de mulheres que preferem ficar em casa: são 36% entre as com ensino fundamental, 21% entre as que estudaram até o ensino médio e 15% entre aquelas com ensino superior.

A proporção de mulheres que preferem não ter um trabalho remunerado é maior entre aquelas com 45 a 64 anos (33%) e mais de 65 anos (41%) do que entre as com 15 a 29 anos (21%) e 30 a 34 anos (25%). O mesmo ocorre entre as casadas (32%) e as solteiras (15%).

E essa opinião é mais prevalente entre as mulheres que vivem no campo (30%) do que entre as que moram em centros urbanos (22%).

Entre as mulheres que trabalham fora, 26% dizem que o que ganham é a principal fonte de renda de suas famílias.

Entre os homens, este índice é de 48%.

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