Ministro Blairo Maggi tem bens bloqueados pela Justiça do MT

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13 Janeiro 2017

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), teve bens bloqueados nesta quarta-feira (11) devido a um processo de improbidade administrativa que corre na Justiça do Mato Grosso. A decisão permitia o bloqueio de até R$ 4 milhões de Maggi e outros oito réus. O ministro teve R$ 403 mil indisponibilizados.

A informação é de Paula Reverbel, publicada por Folha de S. Paulo, 13-01-2017.

A decisão, tomada na segunda (9) pelo juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, também bloqueou veículos do ministro. Outro réu afetado foi o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso José Riva (PSD), que ficou conhecido como o "maior ficha-suja do país" por responder a mais de cem processos. Uma das ações chegou a colocá-lo na prisão por quatro meses.

Maggi é acusado de participar de esquema que comprou uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Mato Grosso. O ex-conselheiro Alencar Soares Filho e teria recebido R$ 4 milhões para se aposentar antes do prazo, abrindo lugar para a nomeação do ex-deputado estadual Sérgio Ricardo de Almeida.

Além do bloqueio de bens, Bortolussi Júnior também determinou o afastamento de Sérgio Ricardo do cargo, mas ele manterá o salário até a conclusão do processo.

O caso da venda da vaga foi investigado pela Polícia Federal na Operação Ararath, que apura esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas negociadoras de crédito no Mato Grosso.

Um inquérito criminal que investigava Maggi no âmbito da Operação Ararath foi arquivado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli por recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Outro lado

O ministro informou por meio de nota que está pronto para "prestar todos os esclarecimentos à Justiça" e "recorrer da medida, por entender não ter sido justa a decisão proferida".

Maggi disse ainda que o entendimento do juiz do Mato Grosso está "na contramão do entendimento do Procurador-Geral da República, a quem coube apurar com rigor as denúncias que geraram o presente feito".

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