As regiões úmidas do mundo estão ficando mais úmidas e as regiões secas estão ficando mais secas

Imagem: Amazonas Agora

Mais Lidos

  • O que Abraão pode nos ensinar sobre discernir a vontade de Deus? Artigo de Maura Aranguren

    LER MAIS
  • Os nazistas voltaram, os comunistas morreram, a humanidade fracassou. Artigo de Alexandre Francisco

    LER MAIS
  • “O caso Master e a crise do Supremo convergem para uma questão republicana fundamental: saber se as instituições brasileiras dispõem de mecanismos suficientemente transparentes e impessoais para impedir que poder econômico, influência política e autoridade institucional se convertam reciprocamente em contraventores ou fautores de ilicitudes”, diz o jurista

    Convulsão intestina no STF: “É uma crise acerca da qualidade republicana do Estado brasileiro”. Entrevista especial com José Geraldo de Sousa Junior

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

14 Dezembro 2016

Pesquisa da Universidade de Southampton, forneceu provas sólidas de que as regiões úmidas da Terra estão ficando mais úmidas e as regiões secas estão ficando mais secas, mas isto está ocorrendo em um ritmo mais rápido do que se pensava anteriormente.

A informação foi publicada pela Universidade de Southampton e republicada por EcoDebate, 13-12-2016.

O estudo [Global water cycle amplifying at less than the Clausius-Clapeyron rate], publicado em Scientific Reports, analisou a salinidade dos oceanos do mundo.

Mais chuva e e maior desague dos rios em uma região de um oceano significa que a água do mar fica diluída e, portanto, torna-se menos salgada. Mais evaporação em outra região tira água fresca e deixa sal para trás tornando a região mais salina.

Os pesquisadores usaram medidas de salinidade ao longo dos oceanos globais nos últimos 60 anos para estimar o quanto a precipitação global está mudando.

Os pesquisadores descobriram que as regiões, que são relativamente úmidas, como o norte da Europa, estão ficando mais úmidas e as regiões secas estão ficando mais secas, em cerca de 2 por cento nos últimos 60 anos. Este processo é chamado de amplificação do ciclo da água.

Pesquisas anteriores indicam que a amplificação do ciclo da água, está acontecendo a 7 por cento por 1°C de aquecimento global. O novo estudo estima que a amplificação acontece em cerca de três a quatro por cento por 1°C. A equipe de pesquisa acredita que isso é provavelmente devido a um enfraquecimento da circulação atmosférica que transporta água doce das regiões secas para as úmidas do globo.

Dr. Nikolaos Skliris, um pesquisador da Universidade de Southampton, que liderou o estudo, disse: “Nossos resultados coincidem com o que foi previsto por modelos de aquecimento do clima, em que as regiões úmidas tendem a ficar mais úmidas e as regiões secas em ficar mais secas.”

“Embora tenhamos constatado que este processo está a acontecer mais lentamente do que se pensava, se o aquecimento global exceder os 3°C, as regiões úmidas obterão provavelmente mais de 10% de umidade e a mesma proporção nas regiões secas, o que poderia ter implicações desastrosas para Fluxos de rios e agricultura. ”

Dr Skliris acrescentou: “O acordo entre modelos climáticos e observações sobre o passado recente é outra importante descoberta deste estudo, porque agrega confiança às projeções do modelo climático de amplificação do ciclo da água em cenários de emissão de gases de efeito estufa”.

Referência:
Global water cycle amplifying at less than the Clausius-Clapeyron rate
Nikolaos Skliris, Jan D. Zika, George Nurser, Simon A. Josey & Robert Marsh
Scientific Reports 6, Article number: 38752 (2016)
doi:10.1038/srep38752
Leia aqui

Leia mais