Rio Madeira pode ficar sem água para navegação

Revista ihu on-line

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Mais Lidos

  • ''Há um plano para forçar Bergoglio a renunciar", denuncia Arturo Sosa

    LER MAIS
  • EUA: um complô para fazer com que o papa renuncie

    LER MAIS
  • “Construímos cidades para que as pessoas invistam, não para que vivam”. Entrevista com David Harvey

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

19 Agosto 2016

A estiagem extrema prejudica o transporte fluvial que ocorre por meio do rio Madeira, entre o Amazonas e Rondônia. Ontem, as águas atingiram o nível de 2,28 metros em Porto Velho, a menor cota registrada no mês de agosto dos últimos dez anos, segundo o Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas). Os empresários do setor da navegação alertam para o risco de paralisação no transporte de cargas, caso as águas continuem baixando pelas próximas duas semanas.

A reportagem é de Priscila Caldas, publicada por Jornal do Commercio, 16-08-2016.

Os dirigentes estudam a possibilidade de um acordo com a direção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, localizadas em Porto Velho (RO), que prevê a abertura das barragens e a liberação das águas com o intuito de viabilizar flui-dez ao transporte fluvial.

O vice-presidente do Sindarma, Claudomiro Carvalho, explica que devido ao baixo nível das águas as embarcações reduziram em 30% a capacidade de cargas transportadas. As dificuldades na navegação ocasionaram o aumento no tempo de viagem. Em média, o trajeto feito pelo rio Madeira, entre Manaus e Porto Velho, durava quatro dias, tempo que neste período dura até sete dias de transporte. No sentido oposto (Porto Velho-Manaus), que antes era de oitos dias, o tempo de viagem passou para 15 dias.

O rio Madeira atingiu nível de 2,28 metros em Porto Velho nesta segunda-feira (15). A cota é a menor registrada no período do início de agosto dos últimos 10 anos. No ano passado, no mesmo período, o rio Madeira apresentava 9,48 metros.

“O rio Madeira está atingindo um ponto crítico que pode parar a navegação. Se o volume das águas continuar reduzindo como está, até 0 final do mês as embarcações não conseguirão transportar mercadorias por falta de água para navegar. Se a cota atingir 1,5 metro ficaremos impossibilitados de navegar”, disse o empresário.

De acordo com o vice-presidente, a alternativa em meio a este período de dificuldades está na liberação de águas por meio da abertura das barragens das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, ambas em construção no rio Madeira, em Porto Velho. Ele adianta que a primeira conversa sobre o assunto ocorreu ontem entre o presidente do sindicato das empresas de navegação de Porto Velho e a direção das concessionárias responsáveis pelas hidrelétricas.

“E a alternativa em meio a esse problema que pode paralisar nossas atividades. As usinas podem liberar volume de água para ajudar à navegação. Conversamos hoje para analisar a situação e ver o que pode ser feito. Precisamos de pelo menos um calado de dois metros para manter a navegação. O ideal seria três metros, mas dois já facilitarão esse fluxo”, comentou.

Conforme Carvalho, apesar das dificuldades para transportar cargas, ainda não há previsão de desabastecimento em Manaus e nem de aumento do preço dos fretes. “Temos com aumento do tempo de viagem Manaus a Porto Velho e no sentido oposto, além de uma redução de cargas nas balsas para que as embarcações naveguem com calado mais aliviado, mas ainda não temos desabaste-cimento e nem aumento de frete. Claro que já temos um aumento do custo da viagem, até em função da redução da capacidade de carga, mas está sendo absorvido pelas empresas de transporte”, explicou o vice-presidente. O rio Madeira é um dos principais corredores logísticos do país e integra o Arco Norte. Pela Hidrovia do Madeira ocorre o escoamento da produção agrícola, principalmente soja e milho de Mato Grosso e Rondônia, e insumos como combustíveis e fertilizantes, com destino a Porto Velho e Manaus. Além de alimentos e produtos produzidos na Zona Franca de Manaus.

Restrições na navegação

No mês de julho, a Marinha do Brasil restringiu a navegação na Hidrovia do Madeira entre Porto Velho e Humaitá, no Amazonas. A Marinha suspendeu a navegação noturna de comboios de embarcações em trecho do rio situado em Rondônia.

Leia mais...

A sustentabilidade dos mananciais: a ética do uso da água

No Amazonas, estiagem deixa municípios em estado de emergência

Aquecimento pode triplicar seca na Amazônia

Estiagem histórica atrasa comida e ameaça água em região amazônica

Já entramos no cheque especial ambiental

Transgênicos e hidrelétricas

De 2003 a 2014: as hidrelétricas de Lula e Dilma

UHE Santo Antônio já é a terceira maior produtora de energia elétrica do Brasil

Hidrovias e hidrelétricas na bacia do rio Tapajós: o último passo para desintegrar a Amazônia

Siemens ignora apelo de mais de 1 milhão de pessoas para não destruir a Amazônia

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Rio Madeira pode ficar sem água para navegação - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV