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Por: Lara Ely | 18 Outubro 2017

Já imaginou um lugar onde as meninas sejam educadas para ter direitos iguais, em que sejam respeitadas por suas opiniões e possam sair às ruas sem se preocupar com atos de violência? Pois as que nascem na ilha comunista do Caribe vivem uma realidade semelhante a esta. Na terra do regime castrista, o governo que garante a alfabetização de 99,8% da população acima dos 15 anos, segundo dados do PNUD, leva a sério a questão de gênero no ensino.

Um relatório divulgado no ano passado pela ONG Save the Children chamado Hasta la Última Niña (Até a última menina, em espanhol) indicou que Cuba é o país da América Latina e do Caribe que oferece melhores possibilidades para o desenvolvimento das meninas. A Suécia foi a primeira colocada no mundo, seguida por Finlândia e Noruega.


 

No índice criado pela organização, Cuba ficou em 34º lugar geral em termos de oportunidades para meninas – o Brasil ficou com a 102ª posição. Entre os pontos levados em consideração para compor o ranking estão os índices de casamento infantil, gravidez na adolescência, mortalidade materna, mulheres na política e acesso à educação.

De acordo com a ONG, isso ocorre devido à política sustentável de educação e saúde pública, gratuita e obrigatória, além de os pais terem vínculos afetivos mais fortes com seus filhos e existir um forte combate à violência sexual contra crianças. Em Cuba, o acesso à informação e serviço de qualidade sobre saúde sexual e reprodutiva é um direito fundamental. A proteção social das meninas e os serviços públicos são mecanismos importantes para garantir esses direitos. Sendo assim, o país é referência no tratamento dessas dificuldades através da educação sexual. Há mais de cinquenta anos o governo cubano se preocupa com isso, desenvolvendo pesquisas e educa as crianças nas escolas, instituições de saúde, comunidade e pelos meios de comunicação.

Para a defensora dos direitos das crianças Rebeca Zakayo Gyumi, o relatório aborda muitos obstáculos que as meninas enfrentam para atingir seu potencial total. “Chega em um momento crucial em que nossos líderes se comprometeram com uma série de convenções internacionais que exigem que eles criem estruturas habilitadoras que evidenciem a proteção das meninas e permitam que se livrem dos costumes e tradições prejudiciais que ainda as reprime. É hora de os nossos líderes se envolverem no que prometeram, é hora de eles agirem. Devemos libertar as meninas de todas as dificuldades que têm e capacitá-las para defender seus direitos e fazer ouvir a sua voz”, declarou ao documento publicado pela ONG.

De acordo com a Unesco, as meninas são as primeiras a ter negado o direito à educação. A desigualdade segue principalmente nos Estados Árabes, na África Subsaariana e na Ásia Meridional e Ocidental. Na África Subsaariana, 9,5 milhões de meninas nunca entrarão em uma sala de aula. No caso dos meninos, serão 5 milhões. Na Ásia, 80% das meninas que estão atualmente fora da escola nunca receberão educação formal, o que equivale a 4 milhões. Entre os meninos, menos de 1 milhão nunca receberá educação formal.

Entre os países latino-americanos com pior educação para meninas estão Haiti (30º) Guatemala (31º) Honduras (46º) Brasil (52º) e Bolivia (57º), segundo dados da Campaña ONE. A falta de professores é frequentemente um problema comum na melhoria da educação dos países mais pobres. No ano passado, a ONU disse que outros 69 milhões de professores terão de ser contratados antes de 2030, se os objetivos educacionais globais forem atingidos. "Mais de 130 milhões de meninas ainda estão fora da escola - mais de 130 milhões de potenciais engenheiras, empresárias, professoras e políticas cuja liderança está sendo desperdiçada no mundo", disse o presidente de uma campanha, Gayle Smith. Para Smith, o fracasso da educação das meninas é uma "crise global que perpetua a pobreza".

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