Combate ao desmatamento ilegal passa pela perda de capitais de fazendeiros

Revista ihu on-line

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

No Brasil das reformas, retrocessos no mundo do trabalho

Edição: 535

Leia mais

Mais Lidos

  • Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, um novo passo de “um 'kairós' para a Igreja e o mundo”

    LER MAIS
  • “O Judiciário foi usado como vingança e impediu que a democracia siga seu curso”, afirma a antropóloga Lilia Schwarcz

    LER MAIS
  • Padre chileno renuncia pouco antes da ordenação episcopal

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

22 Fevereiro 2017

As vantagens econômicas de quem desmata ilegalmente são maiores do que o risco de uma possível punição aos desmatadores. Esta é a conclusão do estudo do pesquisador e analista ambiental Jair Schimitt, da Universidade de Brasília (UnB).

A reportagem é de Michelle Moreira, publicada por Radioagência Nacional, 21-02-2017.

A pesquisa – apresentada em tese de pós-graduação – avalia o efeito das punições administrativas aplicadas pelo Ibama para coibir o desmatamento na Amazônia.

O pesquisador explica que para combater a atividade ilegal é necessária a atuação dos órgãos de governo em várias frentes. Ele destaca a necessidade, por exemplo de fazer com que produtores que plantam em área ilegal sentirem no bolsa a perda de dinheiro.

“A soja que tava plantada em uma área, você apreender, retirar esses produtos, eles são essenciais para que o infrator sinta de imediato que ele teve perda de capitais, de ativos”, afirmou o pesquisador.

Jair Schimitt também é servidor do Ibama e diz que muitas de suas propostas já vem sendo aplicadas dentro da instituição. É o caso da punição de toda a cadeia produtiva envolvida no desmatamento, como frigoríficos e bancos que financiam os produtores ilegais.

Outra proposta que pode virar realidade é a conversão do valor das multas de desmatamento ilegal para projetos de conservação ambiental.

O projeto está em análise no Ministério do Meio Ambiente. Atualmente, esse valor é revertido aos cofres da União, sem destinação específica.

A pesquisa recebeu o Prêmio Capes de Tese 2016 na área de Ciências Ambientais, que reconheceu os melhores trabalhos de doutorado do país, além de ser premiada na segunda edição do Prêmio UnB de Teses e Dissertações.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Combate ao desmatamento ilegal passa pela perda de capitais de fazendeiros - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV