"Se isto é um homem": a crueldade que fagocita a dignidade humana

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03 Setembro 2016

"Senhor, tem misericórdia do teu povo! Senhor, perdoa tanta crueldade!" (Papa Francisco – Livro de Honra de Auschwitz, 29 de julho de 2016).

A agonia do povo sírio no tormento indescritível dos sofrimentos dos seus filhos. Uma vergonha para toda a humanidade, que mal pode se chamada de "humanidade", palavra e aspiração que os chamados "grandes" ignoram realmente, embora finjam considerar como fundamental.

A nota é de Luis Badilla, publicada no sítio Il Sismografo, 31-08-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No terrível cenário de morte que já se tornou a Síria e o seu povo inocente, onde poderes pequenos e grandes entrecruzam "guerras" diversas para defender interesses inconfessáveis, a Rússia de Putin e os Estados Unidos de Obama têm responsabilidades que, mais cedo ou mais tarde, a história condenará.

Junto com eles entre os imputados, obviamente, estarão Bashar al-Assad e Recep Tayyip Erdogan, os criminosos do IS e a galáxia de grupinhos que o apoiam, diversos países árabes envolvidos em uma guerra "dentro do Islã", assim como o silêncio e a indiferença de muitas nações moderadas e bem pensantes.

Em suma, um espetáculo repugnante, em que a geopolítica e a geoestratégia fagocitaram o homem e a sua dignidade.

Não existe nenhuma razão no mundo que possa justificar essa matança, muito menos que possa impedir que ela seja detida.

Eis o serviço fotográfico completo da agência AFP sobre a infância hoje na Síria. São fotografias chocantes, mas verdadeiras, e, por isso, decidimos amplificá-las. A esses fotogramas angustiantes, deveriam ser acrescentados os de tantas crianças sepultadas no fundo do Mediterrâneo e de outras que estão entre os 13.000 refugiados resgatados nesses últimos quatro dias.


Foto: Il Sismografo

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"As fotos da dor alheia são uma dívida ética"

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